Em Portugal, há carros que passam - e há carros que deixam marca. O Bugatti Chiron foi apresentado internacionalmente por cá e, entre retas longas e paisagens abertas, chegou a atravessar as planícies alentejanas a mais de 300 km/h, deixando os media internacionais de olhos postos no nosso país.
Mas o Chiron não vive só de imagens bonitas: vive, sobretudo, de números. E eles impressionam tanto quando são incrivelmente pequenos (tempos) como quando parecem desmedidos (potência, forças, preço). Aqui ficam alguns desses valores, decompostos.
6.5
O tempo, em segundos, que o Bugatti Chiron demora a atingir os 200 km/h. Os 100 km/h são despachados em menos de 2.5 segundos. Atingir os 300? Apenas 13.6 segundos. O mesmo tempo, ou praticamente quase o mesmo tempo que um Volkswagen Up de 75 cv demora a chegar aos 100 km/h. Ou um Porsche 718 Cayman S de 350 cv para atingir os 200!
7
O número de velocidades da transmissão DCT (dupla embraiagem) do Chiron. É a mesma unidade do Veyron, mas foi reforçada para lidar com os 1600 Nm de binário. Coisa pouca…
9
O tempo, em minutos, que demora a consumir os 100 litros de gasolina do depósito, se for sempre a fundo. O Veyron demorava 12 minutos. Progresso? Nem por isso…
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10
Um motor enorme, capaz de gerar números ainda maiores. Para o manter a trabalhar sem “derreter” são necessários 10 radiadores com fins diversos.
16
O número de cilindros do motor, dispostos em W, com 8.0 litros de capacidade, ao qual são adicionados 4 turbos – dois pequenos e dois grandes – de funcionamento sequencial. A baixas rotações apenas os dois turbos mais pequenos estão em funcionamento. Só a partir das 3800 rpm é que os turbos maiores entram em acção.
22.5
O consumo oficial médio em litros por 100 km. Em cidade esse valor sobe para 35.2 e fora dela é de 15.2. Os números oficiais são homologados segundo o permissivo ciclo NEDC, pelo que a realidade deve ser menos contida.
30
O número de protótipos construídos durante o desenvolvimento do Bugatti Chiron. Entre os 30, foram percorridos 500 mil quilómetros.
64
O típico cliente Bugatti tem, em média, 64 automóveis. E três helicópteros, três aviões a jacto e um iate! Os Chiron destinados a eles percorrerão, em média, 2500 km por ano.
420
É a velocidade máxima, electronicamente limitada. O Veyron Super Sport, com 1200 cv, e sem limitador, conseguiu 431 km/h, o que o tornou no carro mais rápido do planeta. Já está planeada uma tentativa para bater o recorde do Veyron. Estima-se que a velocidade máxima ficará acima das 270 mph ou 434 km/h.
500
O número total de Bugatti Chiron que vão ser produzidos. Metade da produção já está alocada.
516
Este é o valor oficial, em gramas, relativos às emissões CO2 por km. Não é definitivamente a resposta para combater o aquecimento global.
1500
O número de equídeos produzidos. São mais 300 cavalos que o anterior Veyron Super Sport. E mais 50% que o Veyron original. O binário é igualmente impressionante, atingindo uns estrondosos 1600 Nm.
1995
O peso oficial anunciado. Com fluídos e sem condutor.
3800
A força centrífuga, em G, a que cada grama de pneu está exposta. Um valor superior ao que os pneus de um F1 têm de suportar.
50000
A força necessária, em Nm, para torcer 1º a estrutura do Chiron. Só equiparável aos protótipos LMP1 que vemos em Le Mans.
2400000
O preço do Chiron em euros. Mais coisa menos coisa. Base. Sem opções. E sem impostos!
Todos eles números impressionantes. Com a apresentação em Portugal, a Bugatti não perdeu a oportunidade de registar a passagem do Chiron por cá. Deixamos algumas dessas imagens com cenários bastante familiares.
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