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Avaliação de prontidão e testes do KF-21 Boramae
O novo caça KF-21 Boramae, desenvolvido para a Força Aérea da Coreia do Sul (ROKAF), concluiu com êxito a avaliação de plena aptidão para o combate. Trata-se de um marco determinante no mais relevante programa aeronáutico militar levado a cabo pelo país. A Administração do Programa de Aquisições de Defesa da Coreia do Sul (DAPA) confirmou que esta etapa final de verificação de desempenho foi concluída. Este procedimento técnico ocorre antes da integração operacional formal do aparelho na frota nacional.
Após cerca de três anos de testes intensivos e de avaliações contínuas, a aeronave cumpriu todos os requisitos exigidos para operações reais. O plano de ensaios abrangeu diferentes cenários operacionais e um conjunto de validações técnicas destinadas a certificar o desempenho global de um caça de última geração. Entre as provas realizadas estiveram manobras de combate, a integração de armamento moderno e a verificação de sistemas críticos necessários para missões aéreas exigentes.
Antes disso, o caça já tinha ultrapassado uma avaliação provisória de prontidão para o combate em maio de 2023. Essa aprovação intermédia permitiu avançar de forma sustentada para a fase final do programa. Com a certificação completa agora obtida, as autoridades sul-coreanas estimam concluir oficialmente o desenvolvimento da aeronave durante o próximo mês. O fecho do desenvolvimento surge após mais de duas décadas de trabalho e sucessivas revisões relacionadas com a viabilidade do projecto.
O histórico de desenvolvimento do programa aeronáutico sul-coreano
O arranque formal do programa para criar um caça nacional ocorreu em 2001, durante a presidência de Kim Dae-jung. Ainda assim, preocupações com o orçamento e incertezas quanto à viabilidade técnica atrasaram o progresso por mais de uma década. Ao todo, foram realizados sete estudos de viabilidade até ser concedida a aprovação final, em dezembro de 2015. O orçamento consolidado chegou a 8,8 trilhões de wones, o que corresponde a cerca de 6.060 milhões de dólares.
Desde a apresentação do primeiro protótipo, em abril de 2021, os pilotos acumularam aproximadamente 1.600 voos de teste. As actividades abrangeram cerca de 13.000 condições distintas de avaliação, com o objectivo de assegurar níveis máximos de segurança. De acordo com relatórios da DAPA, os ensaios incluíram reabastecimento aéreo, lançamento de armamento real e verificações de desempenho em múltiplos perfis de missão. Estes pontos são considerados essenciais para validar as capacidades operacionais do aparelho.
Em abril, o primeiro caça de produção em série iniciou os seus voos de teste na Coreia do Sul. A descolagem aconteceu a partir da 3ª Ala de Treino de Voo, em Sacheon, para cumprir os procedimentos iniciais. O modelo, produzido pela Korea Aerospace Industries (KAI), executou com sucesso a sua primeira missão apenas 22 dias depois de sair da fábrica. Este calendário mais curto, quando comparado com outros programas internacionais, evidenciou o grau de maturidade atingido pelo projecto.
Entregas previstas e capacidades do KF-21 Boramae
A DAPA planeia entregar 120 caças até 2032, no âmbito da modernização da frota. As primeiras 40 aeronaves serão configuradas sobretudo para missões ar-ar e deverão entrar ao serviço antes de 2028. As 80 unidades seguintes receberão capacidades adicionais para ataques ar-terra e ar-superfície, incluindo acções contra alvos navais. O primeiro lote deverá ser entregue à força aérea durante o segundo semestre deste ano.
Apesar do progresso, continuam a existir desafios associados a limitações orçamentais e a eventuais atrasos na produção em massa. Um funcionário da DAPA declarou: “Estamos mantendo consultas com as forças armadas e as agências relacionadas para garantir uma implementação estável e eficiente dos programas de modernização de defesa, incluindo a produção em série posterior do KF-21”. Por sua vez, um representante da força aérea referiu que não está previsto prolongar a vida útil dos caças F-5. O novo aparelho irá substituir esses modelos mais antigos, atinge velocidades de Mach 1,81 e integra um radar de varrimento electrónico activo (AESA).
*Imagens meramente ilustrativas.
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