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Futebol de Praia: a Supertaça na Foz do Lizandro e o projeto federativo da FPF

Jogador de futebol de praia a chutar a bola, com troféu e bandeiras de Portugal ao fundo.

A Supertaça costuma ser vista como um simples arranque de temporada. Mas, na Praia da Foz do Lizandro, o primeiro troféu do ano serviu também como um retrato do momento que o Futebol de Praia vive em Portugal - e do caminho que a FPF está a traçar. Ontem, ACD Sótão e Vila Flor SC abriram oficialmente a época nacional e o título acabou nas mãos do clube da Associação de Futebol de Bragança. As felicitações aos vencedores e a todos os participantes são óbvias; ainda assim, o dia convida a pensar no que, no fundo, se estava a celebrar quando Pedro Proença, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, entregou o troféu aos transmontanos.

Para muitos de nós, porém, a época já tinha começado antes - uma semana antes, para ser exato - com a recém-criada Seleção Nacional masculina de Sub-20 a conquistar o Campeonato da Europa, em Itália. Esse feito confirma, de forma clara, a aposta da FPF neste escalão, verdadeiro viveiro de talento para alimentar a principal equipa nacional.

Estes dois momentos, em palcos competitivos diferentes, ajudam a explicar a realidade atual do futebol nacional, em todas as vertentes da modalidade: um esforço de mobilização coletiva para um desenvolvimento coeso, em que cada passo responde a um planeamento rigoroso. Na areia da Foz do Lizandro, vimos mais uma prova dessa ação integrada: estiveram presentes as crianças do programa Jogam Todos, semente dos praticantes do futuro; esteve em campo a Fundação FPF, numa parceria que vai transformar os golos da Supertaça em aulas de surf adaptado para utentes de uma instituição de solidariedade social local, num gesto concreto de responsabilidade social. E houve, ainda, homenagem ao contributo do ex-Selecionador Nacional Mário Narciso para a modalidade.

Este projeto federativo tem avançado no terreno com todos os sócios da FPF envolvidos na construção do futuro e do sucesso desportivo que lhe dá sentido. Iniciado em 2024, com a inauguração de uma era de governação inclusiva, e já com seis títulos internacionais conquistados, tem-se destacado aos olhos do mundo.

Isso ficou, aliás, bem patente no 76.º Congresso da FIFA, na intervenção de Pierluigi Collina, líder do Comité de Arbitragem da FIFA, que elogiou a visão e a resiliência que reconhece no projeto federativo em curso.

P. S. Parabéns ao F. C. Porto, a toda a estrutura do novo campeão nacional, que este fim de semana celebrou a conquista do 31.º título de uma história de sucesso.

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