É tudo novo
Em 2025, a DS Automobiles abriu um novo capítulo com o seu porta-estandarte, o Nº8, estreando uma linguagem de design fresca e uma nomenclatura diferente. Agora, a marca aplica a mesma lógica ao seu modelo mais vendido: o DS7 é atualizado a fundo e passa a chamar-se Nº7.
Este SUV assume-se como peça-chave da estratégia europeia da DS. Cresceu em dimensão, reforçou a atenção ao detalhe e à escolha de materiais e volta a apontar diretamente à já habitual tríade alemã - Audi, BMW e Mercedes-Benz.
Mas será que o DS Nº7 está finalmente capaz de «bater o pé» aos alemães? Fomos a Paris conhecê-lo e as primeiras impressões foram muito positivas. Ora vejam:
Este é um daqueles casos em que, de facto, é tudo novo - incluindo o nome, como vimos acima. É o segundo modelo da marca francesa construído sobre a plataforma STLA Medium da Stellantis. Com isso, chegam novos argumentos técnicos (já lá vamos), motorizações revistas e uma silhueta completamente atualizada.
Com 4,66 m de comprimento, é 7 cm mais comprido do que o DS7 que substitui, mantendo os 1,90 m de largura e 1,63 m de altura. Ainda assim, a silhueta preserva linhas elegantes e proporções bem equilibradas, muito graças à linha de tejadilho baixa e a vários elementos que ampliam a sensação de largura.
Para isso contribui bastante a nova assinatura luminosa vertical (DS Light Blade), mais afiada, que lhe dá um ar futurista e identidade própria, em conjunto com a grelha iluminada. Tal como no Nº8, o novo DS Nº7 também pode «vestir» um tejadilho em preto, em contraste com as seis cores disponíveis na gama.
Luxo à francesa
Por dentro, o Nº7 continua a apostar no conforto e na sofisticação, dois pilares da marca. Isso percebe-se de imediato no cuidado com os pormenores e nos revestimentos: há pele de origem animal (obtida através do desperdício do setor alimentar), Alcantara, alumínio escovado e madeira verdadeira.
E não fica por aqui. Há um enorme tejadilho panorâmico, vidros laminados (janelas dianteiras e traseiras e para-brisas), sistema de som 3D da FOCAL com 14 altifalantes e ainda um aquecedor de pescoço integrado no encosto de cabeça dos bancos. Dependendo da versão, os bancos podem ser aquecidos e refrigerados.
O volante em «X» também chama a atenção - já o conhecíamos do DS Nº8 -, tal como o ecrã multimédia de 16″, muito bem integrado no tabliê, quase como se estivesse suspenso.
A distância entre eixos aumentada em 5 cm traduz-se em mais espaço para os ocupantes, sobretudo nos lugares traseiros, que são especialmente bem tratados neste Nº7: o forro das portas, por exemplo, é exatamente igual ao que encontramos nas portas dianteiras. E o lado familiar não fica para trás: a bagageira tem até 560 litros de capacidade.
Elétrico com 740 km de autonomia
Ao contrário do que acontece com o Nº8, o DS Nº7 não é exclusivamente elétrico: inclui uma variante híbrida, para responder a necessidades diferentes e chegar a perfis de cliente mais variados.
Nas versões elétricas, a autonomia pode ir até 740 km em ciclo combinado WLTP, um número de referência no segmento. Existem três níveis distintos de potência, duas capacidades de bateria e opções de tração dianteira e integral:
- E-Tense FWD: 73,7 kWh; 169 kW (230 cv); 543 km (ciclo WLTP);
- E-Tense FWD Long Range: 97,2 kWh; 176 kW (240 cv); 740 km (ciclo WLTP);
- E-Tense AWD Long Range: 97,2 kWh; 257 kW (350 cv); 679 km (ciclo WLTP).
Já a versão híbrida junta um motor a gasolina turbo de três cilindros e 1,2 litros a um motor elétrico de 21 kW (28 cv), para uma potência combinada de 145 cv e consumos médios de 5,3 l/100 km. Segundo a marca francesa, esta arquitetura permite circular até 50% em modo elétrico nos
percursos urbanos.
190 km de apenas 10 minutos
O DS Nº7 E-Tense suporta carregamentos até 160 kW em corrente contínua (DC), o que lhe permite recuperar (em condições perfeitas) cerca de 190 km de autonomia em apenas 10 minutos.
Já em corrente alternada (AC), aceita velocidades de 11 kW nas versões intermédias e topo de gama, embora possa, opcionalmente, equipar um carregador de bordo de 22 kW. As versões de entrada ficam-se pelos 7,4 kW (ou 11 kW em opção).
Made in Europe
A DS sublinha ainda que o Nº7 assenta numa cadeia de valor fortemente europeia, alinhada com a estratégia da DS Automobiles e da própria Stellantis.
A bateria das versões Long Range, por exemplo, é produzida no norte de França, na Gigafactory ACC de Billy-Berclau, enquanto os motores elétricos têm origem no leste do país. Já a montagem final é feita em Itália, nas instalações da Stellantis em Melfi, onde já é produzido o Nº8.
O novo DS Nº7 vai chegar ao mercado este ano, mas ainda não há qualquer estimativa de preço para o nosso país.
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