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Irão diz estar preparado para retomar a guerra ou seguir via diplomática com os Estados Unidos

Homem de fato sentado à mesa com documentos e maquete de navio, óleo no fundo pela janela.

Governo iraniano entre a via diplomática e o regresso à guerra

O Governo iraniano afirmou, este sábado, que está pronto tanto para voltar ao conflito como para privilegiar a diplomacia para terminar a guerra com os Estados Unidos, defendendo que "a bola está do lado" dos norte-americanos.

Perante embaixadores e chefes de missões diplomáticas acreditados em Teerão, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, frisou que o Irão quer "garantir os seus interesses nacionais e a sua segurança" e, por esse motivo, "está preparado para ambas as opções".

"O Irão apresentou o seu plano ao mediador paquistanês, com o objetivo de pôr fim de forma permanente à guerra imposta, e agora a bola está do lado dos Estados Unidos, que devem escolher entre a via da diplomacia ou a continuação de uma abordagem conflituosa", declarou o vice-ministro.

Propostas e contactos para destravar negociações Irão–Estados Unidos

Na quinta-feira, Teerão apresentou uma nova proposta para relançar as negociações com os Estados Unidos, que continuam bloqueadas, com o intuito de pôr fim à guerra.

Após Washington ter prorrogado o cessar-fogo acordado com o Irão em 8 de abril, o impasse diplomático tem-se prolongado devido à ausência de confirmação de uma segunda reunião presencial para tentar alcançar um acordo de paz, depois de um primeiro encontro realizado na capital paquistanesa, Islamabad.

No início da semana, Teerão já tinha avançado com uma proposta que foi rejeitada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e que, de acordo com um artigo do 'site' norte-americano Axios, citado pela agência oficial iraniana, pretendia adiar para mais tarde as conversações sobre o nuclear.

Ainda assim, esta matéria é considerada central tanto para os Estados Unidos como para Israel.

No âmbito dos contactos associados às negociações, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, falou na sexta-feira por telefone com os seus homólogos da Arábia Saudita, Qatar, Turquia, Iraque e Azerbaijão, para discutir as mais recentes "iniciativas da República Islâmica para pôr fim à guerra", segundo um comunicado do ministério.

Escalada militar, bloqueios e impacto energético

Israel e Estados Unidos realizaram, em 28 de fevereiro, um ataque conjunto ao Irão, que destruiu grande parte da capacidade militar e da indústria de fabrico de mísseis e drones de Teerão.

A República Islâmica respondeu ao ataque - justificado com a ameaça nuclear iraniana - com o lançamento de mísseis e 'drones' contra países vizinhos, atingindo sobretudo a indústria de petróleo e gás, e avançou para o bloqueio do estreito de Ormuz, o que provocou uma subida dos preços dos combustíveis, penalizando fortemente os países importadores.

O estreito de Ormuz permanece bloqueado pelas forças armadas iranianas, ao mesmo tempo que Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.

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