Nuno Ribeiro, de 28 anos, vive a fase mais consistente da sua trajectória até agora. O cantor, compositor e produtor portuense esgotou, há algumas semanas, o Coliseu de Lisboa e prepara-se para arrancar com uma nova digressão, depois de um 2025 preenchido por cerca de 60 espectáculos em Portugal e no estrangeiro.
Entre discos, platinas e colaborações
Com temas que ganharam grande visibilidade - como "Maria Joana", ao lado dos Calema e de Mariza, "Rosa", com Conan Osiris, "Por ti", com Ainoa Buitrago, e "Essa mulher" - o artista acumula, desde o início do percurso, nove discos de platina e cinco de ouro. Este ano, regressa à estrada a apresentar também o segundo álbum de estúdio, "Falar de nós", lançado no ano passado.
As raízes musicais e o primeiro instrumento
Em conversa com o JN, Nuno Ribeiro lembra que a relação com a música começou muito cedo. "Foi desde sempre. Os meus pais eram ligados à música, ainda que não de forma profissional, e sempre me lembro de cantar. Tenho vídeos em que ainda nem falava e já cantava", conta, em tom bem-humorado, sublinhando o peso do contexto familiar. O primeiro passo mais estruturado, diz, "foi com a guitarra", por incentivo do pai; só mais tarde é que assumiu a voz como o instrumento principal.
Do palco improvisado ao "The voice"
Ainda antes de passar pelo "The voice" - concurso em que participou aos 16 anos e onde terminou em quarto lugar - começou por tocar em bares e também na rua, no Porto e no Algarve, chegando a actuar na Rua de Santa Catarina, na Invicta. Foi, no entanto, a experiência no programa que lhe deu a certeza "de que era isto que queria fazer".
O músico explica o que mudou nessa fase: "Foi a primeira vez que tive de lidar com a pressão, de saber que as pessoas estavam em casa a avaliar. E eu gostava disso, dava-me força. Foi aí que senti que estava pronto, e comecei a trabalhar no primeiro disco", recorda.
Gratidão e futuro
O cantor fala numa "grande gratidão" por haver quem escute as suas canções e reconhece que existe um "antes e um depois" de "Maria Joana". "É uma daquelas músicas que não se explicam", admite,
lembrando a forma emotiva como o público reage nos concertos. "Virou quase uma canção de Portugal, das pessoas."
Sobre a identidade artística, assume que ainda está a ser construída, mas aponta um propósito directo: "Gostava que a identidade fosse Nuno Ribeiro." A mistura entre pop e elementos da música portuguesa tem sido um caminho deliberado, tal como a aposta em parcerias pouco óbvias. "Sempre ouvi mais música portuguesa, o que fez com que fosse mais fácil para mim também, em termos de composição e de escrita, enveredar por este caminho", salienta.
Entre ambições para o futuro, diz que gostava de gravar um dueto com Pedro Abrunhosa, um nome que sempre admirou, e mantém o desejo de uma colaboração internacional com Pablo Alborán. "Temos falado mas nunca se proporcionou. É algo que penso que ligava muito bem e que poderia acontecer", revela.
Tournée "Norte-Sul" e o tema "Fujo contigo"
Antes da estreia no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 18 de Abril - concerto totalmente esgotado - Nuno Ribeiro lançou um novo single, "Fujo contigo", com Soraia Ramos. A tournée segue agora por Elvas a 15 de Maio, Suíça a 16, Celorico de Basto no dia 30 de Maio e Barcelos a 13 de Junho, com dezenas de datas ainda por anunciar. "Norte-Sul" nasce da sua própria vivência, entre o Norte, o Algarve e Lisboa: "Essa viagem vai ser sentida durante os concertos", conclui.
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