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Teresa Mora Grenier é a nova CFO do Novo Banco escolhida pelos acionistas franceses

Mulher a apresentar dados económicos numa reunião de negócios numa sala com vista para o rio.

Teresa Mora Grenier foi a escolha dos novos acionistas franceses para assumir a função de administradora financeira (CFO) do Novo Banco, sucedendo ao alemão Benjamin Dickgiesser. A nova administradora executiva é francesa, embora tenha ascendência portuguesa.

Antes de tomar posse, falta ainda a autorização do Banco Central Europeu (BCE) no âmbito da avaliação de adequação e idoneidade para o exercício de funções.

Teresa Mora Grenier é licenciada pela EM Lyon Business School e concluiu um Executive MBA na ESCP Business School.

Entretanto, o banco avançou com alterações estatutárias que, conforme indicado, "visam atribuir à Assembleia Geral do Banco a competência para a eleição e destituição dos membros do Conselho de Administração Executivo, competências essas que anteriormente se encontravam atribuídas ao Conselho Geral e de Supervisão". O novo acionista do Novo Banco pretende também reavaliar, mais à frente, o modelo de governação.

Percurso profissional de Teresa Mora Grenier no Novo Banco

De acordo com o comunicado remetido à CMVM, Teresa Mora‑Greiner começou o seu trajeto profissional em 1994 na PwC, como auditora financeira sénior. Em 1997, passou a integrar o Departamento de Auditoria Interna de Mercados de Capitais.

Mais tarde, a nova administradora do Novo Banco "mudou-se para Londres", depois de França, onde desempenhou várias funções no Crédit Lyonnais Securities. Em 2004, "integrou o Crédit Agricole Cheuvreux".

Seis anos depois, em 2010, desempenhou funções na AlphaValue. No ano seguinte, em 2011, entrou no Natixis, onde assumiu diferentes cargos de elevada responsabilidade.

Em 2024, transitou para o Banque Populaire Rives de Paris como responsável de Finanças e Decisão de Crédito, sendo depois nomeada diretora‑geral adjunta, com a tutela das áreas de Finanças e Crédito.

Comissão Executiva do Novo Banco e auditor externo

Com esta nomeação, fica fechada a composição da comissão executiva, mantendo-se em funções:

  • Mark Bourke, presidente executivo
  • Luís Ribeiro, diretor comercial – Empresas
  • João Paixão Moreira, diretor comercial – Retalho
  • Patricia Fonseca, diretora jurídica, conformidade e sustentabilidade
  • Carmen Garcia Gonçalves, diretora de risco
  • Rui Fontes, diretor de crédito

Foi ainda indicado que a PWC será o auditor para os próximos três anos (2026-2028), substituindo a EY.

Três nomes para o Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco

Byron Haynes continua como presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) e, em nome do banco, deixa um agradecimento "aos membros agora cessantes o seu profissionalismo, dedicação e contributo relevante ao longo do processo de transformação do Banco, desejando‑lhes os maiores sucessos nos seus futuros desafios".

Na assembleia de acionistas, foram aprovados três nomes para ocupar as vagas deixadas no CGS.

Jacques Beyssade passa a vice-presidente deste órgão. Conforme descrito, iniciou a carreira no Crédit Lyonnais como analista financeiro e desempenhou várias funções na instituição, em Paris e em Nova Iorque, entre outras responsabilidades. Desde 2018, exerce o cargo de Secretário-Geral do Groupe BPCE.

Sylvain Petit foi designado vogal do CGS. "Iniciou a sua carreira em 1992 na Compagnie Bancaire (Banque Paribas)" e, em 2000, entrou na Caisse Nationale des Caisses d’Epargne, entidades que estiveram na origem do BPCE. A partir de 2009, passou a desempenhar diferentes funções no grupo francês.

Franck Leroy, também indicado como vogal, é diretor de risco do Grupo BPCE e integra o Comité de Direção-Geral do Groupe BPCE desde janeiro de 2023. Começou o seu percurso em 1998 como engenheiro financeiro na Société Générale Asset Management (SGAM) e, em 2001, assumiu funções de gestor de carteiras de crédito e de obrigações de elevado rendimento.

Além de Byron Haines e dos três novos administradores não executivos, mantêm-se no CGS Karl Eick, Carla Antunes da Silva, William Newton e Monika Wilder.

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