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Irão admite provável retoma da guerra com os Estados Unidos após críticas de Donald Trump

Militar na sala de operações a analisar mapa marítimo com miniaturas de navios, televisão com rosto de político ao fundo.

Um alto responsável militar iraniano afirmou este sábado que é “provável” que o conflito entre o Irão e os Estados Unidos volte a intensificar-se, na sequência de declarações do presidente norte-americano, que terá considerado insuficiente a mais recente proposta negocial apresentada por Teerão.

Aviso das Forças Armadas iranianas

Segundo a agência Fars, associada à Guarda Revolucionária, o general Mohammad Jaafar al-Asadi, vice-chefe de inspeção do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, deixou um aviso sobre a resposta militar do país: "As Forças Armadas estão totalmente preparadas para qualquer nova aventura ou loucura dos norte-americanos".

O mesmo responsável acrescentou ainda que, na sua perspetiva, muitas das ações e declarações de responsáveis dos Estados Unidos têm sobretudo um propósito mediático e visam “livrar-se do atoleiro que criaram”.

Donald Trump rejeita a nova proposta do Irão

Estas afirmações surgem depois de Donald Trump ter dito, na noite anterior, que não ficou satisfeito com a mais recente proposta de acordo de paz avançada pelo Irão.

Propostas de negociação via Paquistão e programa nuclear

Na quinta-feira, a agência oficial iraniana IRNA noticiou que Teerão tinha feito chegar uma nova proposta ao Paquistão, país que tem atuado como mediador nas conversações de paz com os Estados Unidos.

Antes disso, na semana passada, o Irão já tinha transmitido a Washington - também através de Islamabad - uma proposta que previa um processo negocial em várias fases. Numa primeira etapa, o foco seria o fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz por ambas as partes, ficando a questão do programa nuclear iraniano remetida para uma fase posterior.

A comunicação social norte-americana avançou que este ponto não convenceu Trump, por entender que a proposta empurrava para mais tarde as conversações sobre o programa nuclear da República Islâmica.

Trégua, bloqueio naval e o Estreito de Ormuz

A 8 de abril, após 39 dias de combates, as duas partes acordaram uma trégua inicial de duas semanas, que acabou depois por ser prolongada por tempo indeterminado para abrir espaço a negociações entre Teerão e Washington.

Ainda assim, as conversações diretas permanecem num impasse, devido à recusa do Irão em negociar enquanto os Estados Unidos mantiverem o bloqueio naval a portos e navios iranianos - uma medida concebida para afetar a economia do país.

Por seu lado, o Irão continua a controlar o tráfego no Estreito de Ormuz, a rota estratégica por onde passava 20% do petróleo mundial, o que contribuiu para a subida do preço do crude.

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