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André Villas-Boas no F. C. Porto: factos e números da presidência

Homem de fato junto a troféu e pasta em mesa, com jogadores de futebol a treinar em estádio ao fundo.

Ganhar ao ritmo de Pinto da Costa enquanto presidente do F. C. Porto é, na prática, uma fasquia quase inalcançável. Ainda assim, há um ponto em que André Villas-Boas já ultrapassa o antecessor histórico: a rapidez com que chegou ao campeonato.

Pinto da Costa, eleito em 1982, só festejou a primeira Liga em 1985, depois de ter vencido a Taça de Portugal no ano anterior e de se ter estreado numa final europeia (Taça das Taças), perdida frente à Juventus. Villas-Boas foi eleito em 2024 e sagra-se campeão em 2026, na sua segunda época como presidente, apesar de um mandato descrito como repleto de dificuldades. Para já, este desfecho só pode ser lido como sinal de que o trabalho no Dragão está a seguir o rumo certo.

O JN reúne alguns factos e números que, até ao momento, definem o percurso de André Villas-Boas na liderança do F. C. Porto.

Factos:

André Villas-Boas e a aposta na formação

Liderança na formação - O F. C. Porto continua na corrida para alcançar o pleno de títulos nos três escalões da formação. Nos sub-19, voltou a perder-se uma ocasião para garantir um campeonato que foge desde 2019, mas a equipa mantém-se na frente. O mesmo cenário de liderança repete-se nos sub-17 e nos sub-15.

Momentos marcantes e decisões na era Villas-Boas

Luto por Jorge Costa - A pré-época ficou profundamente assinalada pela morte de Jorge Costa, vítima de um ataque cardíaco no Olival. A notícia gerou uma onda de comoção entre os adeptos e afetou, em particular, Villas-Boas, que não conseguiu segurar as lágrimas no momento em que o centro de treinos do clube passou a ostentar o nome do antigo capitão.

Protocolos com claques - No início de outubro, o F. C. Porto comunicou a formalização de novos acordos com os Super Dragões e o Coletivo 95, voltando ambos a ter reconhecimento oficial por parte do clube. O reatar da ligação às claques ajudou a desanuviar o clima interno, num contexto em que os bons resultados no futebol também contribuíram para pacificar o ambiente.

Decisivo no mercado - Logo no arranque da época, Villas-Boas dispensou Zubizarreta e acabou com a função de diretor desportivo, passando a ter um papel determinante nos processos de mercado, quer nas vendas quer nas entradas. Neste quadro, foi igualmente determinante a chegada de Paulo Araújo para a direção do "scouting".

Números:

Troféus, treinadores e investimento

2 - O campeonato agora conquistado representa o segundo troféu de Villas-Boas enquanto líder da SAD portista, depois da Supertaça da época passada. Em 2024, já como presidente do clube, assistiu também à conquista da Taça de Portugal pelo F. C. Porto.

3 - O título nacional chega ao Dragão com o terceiro treinador no F. C. Porto desde o início da era Villas-Boas. Francesco Farioli revelou-se a escolha certa do presidente dos dragões, após os insucessos com Vítor Bruno e Martín Anselmi.

15 - Nesta temporada, a SAD assegurou uma dezena e meia de reforços: 11 no mercado de verão e mais quatro na janela de inverno. O investimento mais elevado recaiu no médio Froholdt, contratado ao Copenhaga por 20 milhões.

1.ª - Depois do terceiro lugar da época anterior, que empurrou o clube para a Liga Europa, a conquista do título garante agora ao F. C. Porto o acesso direto à Champions. Será a estreia de André Villas-Boas na competição enquanto presidente.

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