O treinador do Sporting, Rui Borges, voltou este domingo a defender que os leões fizeram o "melhor" nas últimas duas semanas - fase em que acabaram por deixar escapar o campeonato da I Liga - e admitiu que, olhando para trás, "se calhar faria tudo igual".
Rui Borges na antevisão ao Vitória de Guimarães na I Liga
Em Alcochete, na antevisão do encontro da I Liga frente ao Vitória de Guimarães, o técnico foi questionado sobre o que alteraria neste período e respondeu: "Se fazia tudo igual? Se calhar faria. É muito subjetivo estar aqui a dizer que mudava alguma coisa ou não. As coisas são como são. Tentamos sempre fazer o nosso melhor, ter a equipa que achamos melhor no momento, por isso, dentro dos condicionalismos que tivemos é subjetivo estar aqui a dizer se mudava alguma coisa ou não".
Duas semanas difíceis: resultados, Benfica e queda para o terceiro lugar
O Sporting atravessa uma série de cinco jogos sem ganhar e, no campeonato, chega a este compromisso depois de uma derrota em Alvalade diante do Benfica (2-1), além de empates com o AVS (1-1) e com o Tondela, então último e penúltimo classificados, respetivamente. Esses resultados fizeram a equipa cair para o terceiro lugar no espaço de duas semanas.
Antes do duelo com os "encarnados", a formação de Rui Borges discutia o título com o F. C. Porto, que no sábado acabou por suceder ao Sporting como campeão nacional. Em paralelo, os leões ainda estavam em prova na Liga dos Campeões, competição em que foram afastados pelo Arsenal nos quartos de final, após 0-0 em Alvalade e 1-0 em Londres.
Desde o primeiro encontro frente aos ingleses, o conjunto orientado por Rui Borges somou apenas uma vitória, diante do Estrela da Amadora (1-0). Pelo caminho, perdeu o título para os "dragões" e deixou de depender apenas de si na corrida ao segundo lugar, posição que garante o acesso à Liga dos Campeões na próxima época.
Renovação até 2028 e a questão da profundidade do plantel
Apesar do momento, Rui Borges renovou na sexta-feira o contrato com o Sporting até 2028, numa cerimónia em que o presidente Frederico Varandas considerou que, caso a equipa não tivesse alcançado os quartos de final da "Champions", "tinha tudo" para assegurar o tricampeonato.
Instado a dizer se se revia nessa leitura, o treinador afirmou: "A comunicação entre treinador e presidente é muito honesta, muito saudável, estamos muito bem identificados com o que é desejo [um do outro]".
Mais tarde, confrontado com outras declarações de Frederico Varandas - que assumiu que o clube não tinha profundidade de plantel para disputar os quartos de final da "Champions" sem afetar a luta pelo título - Rui Borges explicou que a questão se prende com "a capacidade financeira" dos clubes portugueses para reunirem "plantéis ao nível dos melhores clubes do mundo e da Europa".
"Qualquer equipa portuguesa, por mais grande que seja, e somos, nunca vai ter essa capacidade de se equivaler nesse patamar com as melhores do mundo. Agora, da nossa forma, à nossa maneira, fomos muito competentes, orgulhámos todos os sportinguistas e fizemos o melhor dentro das nossas capacidades", sustentou.
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