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Irão confirma resposta dos Estados Unidos à proposta de 14 pontos via Paquistão

Dois diplomatas sentados à mesa trocando um envelope, com bandeiras do Irão, EUA e Paquistão ao fundo.

Resposta dos Estados Unidos chega via Paquistão

O Irão confirmou este domingo que já recebeu, por intermédio do Paquistão, a resposta dos Estados Unidos à proposta iraniana de 14 pontos destinada a pôr termo à guerra. Teerão indicou que está a examinar o conteúdo antes de apresentar uma posição oficial.

"A posição dos Estados Unidos sobre a proposta de Teerão chegou ao Irão através do Paquistão", declarou à televisão estatal o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei. O responsável precisou que a posição norte-americana "está a ser avaliada" e que, assim que essa avaliação estiver concluída, o Irão comunicará a sua resposta.

Ismail Bagaei reiterou que a proposta iraniana "está exclusivamente centrada em pôr fim à guerra" e frisou que, nesse enquadramento, "as questões relacionadas com o programa nuclear não têm absolutamente lugar". "O plano do Irão está condicionado exclusivamente ao fim da guerra. Nesta fase não mantemos negociações nucleares", acrescentou.

O porta-voz da diplomacia iraniana recusou ainda a ideia de que Teerão tenha estabelecido um prazo de 30 dias aos Estados Unidos para pôr fim ao conflito. "O prazo de 30 dias destina-se a acordar a forma como o acordo de paz deve ser implementado", explicou.

O que inclui o plano do Irão: proposta iraniana de 14 pontos

De acordo com informação tornada pública no dia anterior pela Tasnim News Agency, o Irão fez chegar, através do Paquistão, um plano de 14 pontos com foco no encerramento definitivo da guerra.

Entre as medidas previstas constam garantias de não agressão militar, a retirada das forças norte-americanas da região envolvente, o levantamento do bloqueio naval, a libertação de ativos iranianos congelados, o pagamento de compensações, o levantamento de sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, bem como a criação de um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.

Reacções e estado das conversações

No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que iria analisar o plano remetido pelo Irão, mas acrescentou: "Não consigo imaginar que seja aceitável".

Poucas horas depois, órgãos de comunicação social ligados à Guarda Revolucionária iraniana sustentaram que Trump se confronta com uma margem de escolha reduzida entre uma operação militar "impossível" e a obtenção de um "mau acordo" com o Irão.

O Irão e os Estados Unidos realizaram uma reunião de alto nível em Islamabad, no Paquistão, a 11 e 12 de abril, mas não chegaram a um entendimento para terminar o conflito e, desde então, não conseguiram alcançar consenso para retomar as negociações.

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