Saltar para o conteúdo

NATO colabora com os Estados Unidos após decisão de retirar cinco mil soldados da Alemanha até 2027

Oficiais militares e diplomatas reunidos em volta de uma mesa com mapa da Europa e figuras estratégicas.

NATO e Estados Unidos a clarificar a decisão

A NATO afirmou, este sábado, que está a trabalhar em conjunto com os Estados Unidos para perceber melhor a decisão de Washington de retirar cerca de cinco mil soldados norte-americanos da Alemanha até 2027, indicou uma porta-voz da aliança.

"Estamos a colaborar com os Estados Unidos para compreender melhor os detalhes da sua decisão relativa ao dispositivo militar na Alemanha", escreveu a porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte [NATO, na sigla em inglês], Allison Hart, na sua conta da rede social X, numa declaração citada pela agência de notícias francesa AFP.

De acordo com Allison Hart, esta redução parcial do contingente norte-americano estacionado na Alemanha reforça a urgência de a Europa continuar a aumentar o investimento no setor da defesa e de assumir uma maior fatia da responsabilidade pela segurança comum do Velho Continente.

Retirada de cinco mil militares até 2027

Na sexta-feira, o Pentágono comunicou que pretende retirar cerca de cinco mil militares até 2027.

Reacções na Alemanha e apelo a mais responsabilidade europeia

O anúncio dos Estados Unidos ocorreu após uma troca de críticas à distância entre Donald Trump e o chanceler almão, Friedrich Merz, relacionada com a guerra no Irão desencadeada por Washington. O presidente norte-americano censurou os europeus por, na sua perspetiva, não darem apoio suficiente.

Na segunda-feira, Merz tinha irritado Trump ao afirmar que "os americanos [não tinham] visivelmente nenhuma estratégia" no Irão e ao sustentar que Teerão "humilhava" a primeira potência mundial.

Entretanto, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, considerou previsível uma retirada de tropas norte-americanas na Europa e na Alemanha: "Era de esperar que as tropas dos Estados Unidos se retirassem da Europa e também da Alemanha", declarou, num comentário transmitido hoje à AFP pelo seu ministério.

Ainda assim, Boris Pistorius sublinhou que o anúncio do Pentágono evidencia a necessidade de a Europa assumir mais responsabilidades para garantir a sua própria segurança.

"É claro: no seio da Organização do Tratado do Atlântico Norte [NATO, na sigla em inglês] temos de nos tornar mais europeus para podermos continuar a ser transatlânticos. Por outras palavras: nós, europeus, temos de assumir uma maior responsabilidade pela nossa própria segurança", frisou o ministro.

Desde o fim da Guerra Fria, a presença dos Estados Unidos na Alemanha diminuiu de forma significativa, mas continua a ser encarada como um elemento central da política de segurança alemã e da NATO.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário