Depois de um ano em que a Cybertruck não vendeu ao ritmo que a Tesla esperava, a marca decidiu mexer onde dói menos: no preço. A resposta foi uma nova versão de entrada com tração integral, bem mais acessível - menos 20 mil dólares (cerca de 17 mil euros ao câmbio atual) em comparação com a versão Premium.
Mesmo com esta descida, a proposta mantém-se competitiva: a partir de 59 990 dólares - cerca de 50 821 euros. E, apesar do posicionamento “low cost”, a Tesla não mexeu no essencial do conjunto mecânico, que é o mesmo da versão Premium: dois motores elétricos (um por eixo) e uma bateria cuja capacidade não foi divulgada, mas que promete cerca de 523 km no ciclo norte-americano EPA.
Para chegar a este valor, a Tesla fez cortes em equipamento e conforto. A suspensão continua a ser adaptativa, mas deixa de ter ajuste de altura; as jantes passam a ser de 18″; no interior, os bancos passam a ser em tecido em vez de couro sintético; e desaparecem alguns itens como a ventilação nos bancos dianteiros e o cancelamento ativo de ruído.
O sistema de som também foi simplificado (de 15 para sete altifalantes), as tomadas adicionais na cabine deixam de existir e o ecrã traseiro de 9,4 polegadas deixa de fazer parte do equipamento.
Apesar de manter o mesmo sistema motriz da versão Premium, a capacidade máxima de reboque desce de 4989 kg para 3402 kg, além de uma pequena redução na capacidade de carga.
É uma abordagem muito semelhante à que já vimos nos Tesla Model 3 e Model Y, que ficaram sete e oito mil euros mais baratos, respetivamente, com preços que agora arrancam nos 36 990 euros e 39 990 euros.
Em paralelo, a Tesla também cortou 15 mil dólares (cerca de 12 700 euros) no preço da Cyberbeast, a versão de topo, que passa a custar 99 990 dólares (aproximadamente 84 700 euros), voltando ao valor que tinha antes do aumento aplicado em 2025.
Tal como nas restantes versões, a Tesla Cybertruck continuará indisponível na Europa.
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