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A fragata “Santa María” da Marinha Espanhola atravessou pela primeira vez o Círculo Polar Ártico.

Navio militar com pessoas em fato laranja navegando entre blocos de gelo ao pôr do sol no Ártico.

Nem todos os dias um navio de guerra espanhol sobe tão a norte que entra oficialmente em águas do Ártico. Foi isso que aconteceu com a fragata “Santa María”, da Marinha Espanhola, ao atravessar pela primeira vez o Círculo Polar Ártico durante um destacamento no Atlântico Norte, integrado num exercício multinacional da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O navio operou como parte do Agrupamento Naval Permanente da OTAN n.º 1 (SNMG-1), no âmbito das manobras Dynamic Mariner – Joint Warrior 26, num cenário particularmente exigente no extremo norte da Europa.

De acordo com a Marinha Espanhola, a “Santa María” navegou em latitudes extremas até perto do Cabo Norte, frequentemente apontado como o ponto mais setentrional do continente europeu. Esta travessia ocorreu durante um destacamento focado em treino marítimo avançado, num contexto de operações combinadas com unidades de vários países aliados.

A navegação em águas árticas obrigou a uma preparação técnica específica, para garantir o funcionamento dos sistemas de bordo em condições de frio extremo. Segundo informação oficial, esta etapa serviu para testar tanto a resistência material do navio como a capacidade da sua guarnição para operar com segurança e eficácia num ambiente de elevada dureza.

O exercício mobilizou um dispositivo naval alargado, composto por 25 unidades de superfície, incluindo fragatas, contratorpedeiros, navios patrulha, navios logísticos e plataformas de projeção anfíbia do tipo navio de desembarque com doca (LPD) e navio de desembarque com helicópteros (LHD). Participaram ainda 3 submarinos, 3 aeronaves de patrulha marítima e meios aéreos embarcados, numa operação orientada para reforçar a interoperabilidade e a coordenação tática entre forças aliadas.

No total, intervieram forças de doze países: Espanha, Países Baixos, França, Itália, Dinamarca, Noruega, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, Estónia, Estados Unidos e Turquia. Durante as manobras, as unidades treinaram táticas de guerra de superfície, defesa antiaérea, luta antissubmarina e guerra eletrónica, tendo os fiordes noruegueses sido um dos principais ambientes de operação.

A participação da “Santa María” nestas atividades enquadra-se também num período operacional relevante para a Marinha Espanhola, que no início de março mantinha destacadas as seis fragatas F-80 da classe Santa María em diferentes cenários nacionais e internacionais. Estas unidades, integradas na 41.ª Esquadrilha de Escoltas, conduziam em simultâneo exercícios da OTAN, missões de segurança marítima e processos avançados de certificação de combate, do oceano Índico ao mar do Norte.

Segundo o Quartel-General da Marinha Espanhola, esta ativação simultânea de toda a classe F-80 traduz uma capacidade de projeção e sustentação naval pouco comum para a esquadrilha. Mais de 1.200 militares integram as guarnições destas fragatas, que completaram fases de aprontamento, treino individual e coletivo, bem como certificações antes de cada destacamento, com o objetivo de manter o nível de prontidão exigido para operar em cenários de alta intensidade.

Imagens da Marinha Espanhola.

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