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Registou-se a primeira imagem do novo avião de interferência EC-2 da Força Aérea de Autodefesa do Japão

Avião militar cinzento estacionado com dois operários em coletes amarelos junto à porta aberta.

A fotografia que correu as redes sociais nos últimos dias deu finalmente um vislumbre de um projecto que até aqui vivia sobretudo no papel: o EC-2, a nova variante de interferência electrónica baseada no Kawasaki C-2, actualmente em desenvolvimento para a Força Aérea de Autodefesa do Japão.

Pensado para complementar e, mais à frente, substituir as envelhecidas frotas de C-1 e C-130 Hércules, o Kawasaki C-2 é hoje o avião de transporte mais avançado em serviço na Força Aérea de Autodefesa do Japão. Em operação desde Junho de 2016, a plataforma tem consolidado o seu papel principal, ao mesmo tempo que o Ministério da Defesa e as autoridades militares japonesas avançam com versões altamente especializadas de reconhecimento e interferência de sinais. Nesse contexto, e graças à viralização de uma imagem, foi registada a primeira fotografia do EC-2.

Actualmente, uma das plataformas mais singulares ao serviço da Força Aérea de Autodefesa do Japão é o EC-1, derivado do avião de transporte Kawasaki C-1. Está em serviço desde 1986 e opera a partir da Base Aérea de Iruma, no âmbito orgânico do 402.º Esquadrão de Transporte Táctico.

Este quadro levou o Ministério da Defesa e a Força Aérea de Autodefesa a seguirem uma abordagem semelhante para o seu substituto, projectando uma frota de quatro aeronaves de interferência de sinais baseadas no C-2, em paralelo com o desenvolvimento da variante de reconhecimento conhecida como RC-2.

Por isso, e graças à fotografia captada por Mel Amahashi, cujo utilizador na rede social X é “@CirqueduCiel”, foi possível ver há dias, pela primeira vez, esta aeronave de interferência. A imagem, obtida durante a descolagem de uma aeronave de patrulha marítima Kawasaki P-1, deixa perceber as alterações extensas aplicadas ao C-2 escolhido - presumindo-se que seja o aparelho com o numeral “18-1203” -, destacando-se o radomo de radar peculiar e volumoso na secção dianteira do fuselagem.

Antes da fotografia captada por Mel Amahashi e publicada a 17 de Fevereiro, que rapidamente se tornou viral nas redes sociais, existia apenas o desenho conceptual apresentado numa imagem divulgada pelo próprio Ministério da Defesa japonês ao referir a existência do programa.

Como a designação indica, trata-se de uma plataforma de guerra electrónica do tipo stand-off. Ou seja, os seus equipamentos de interferência e disrupção de sistemas inimigos - como radares, sistemas de defesa aérea ou meios de recolha de informações - podem actuar a partir de fora do alcance destes, garantindo margens de segurança e operação para a aeronave. Isto torna-a num activo de elevado valor táctico e estratégico para alcançar, ou no pior dos cenários disputar, o controlo numa área de operações contestada.

Fotografia de portada: *Mel Amahashi / @CirqueduCiel***.

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