Saltar para o conteúdo

Nova corrida ao espaço: pela primeira vez, a Voyager Technologies vai enviar astronautas privados à ISS

Astronauta em fato espacial flutua no espaço junto à estação espacial com a Terra ao fundo.

NASA расширяет круг подрядчиков, а рынок коммерческих станций переходит в стадию открытой конкуренции

A corrida comercial ao espaço está a ganhar novos protagonistas - e a NASA está claramente a alargar o leque de parceiros. A Voyager Technologies garantiu o seu primeiro contrato com a agência para realizar uma missão privada tripulada à Estação Espacial Internacional (ISS). O voo está previsto para não antes de 2028 e será a sétima missão deste tipo no âmbito do programa da NASA - mas a primeira para a Voyager.

O acordo insere-se nas Private Astronaut Missions (PAM): voos em que astronautas privados viajam até à ISS em regime comercial. Até há pouco tempo, este mercado estava, na prática, quase monopolizado pela Axiom Space, que assegurou os primeiros 5 contratos da NASA para missões deste género.

O cenário começou a mudar em 2026. Em fevereiro, a empresa Vast recebeu um contrato para a sua própria missão, com lançamento planeado para o verão de 2027. Agora, a Voyager junta-se ao grupo. Com isso, forma-se um trio de atores-chave no mercado - cada um não só a desenvolver a sua própria estação orbital comercial, como também com acesso a missões tripuladas para a ISS.

O CEO da Voyager, Dylan Taylor, afirmou que o “contrato reflete décadas de parceria com a NASA e confirma a estratégia da empresa: a infraestrutura em órbita baixa da Terra é vista como a base para futuras missões no espaço profundo”.

O contrato surge num momento em que a NASA está a rever o programa Commercial LEO Destinations (CLD), através do qual pretende criar estações comerciais que venham a suceder à ISS. A agência propôs ajustar a abordagem: em vez de apoiar várias estações totalmente independentes, passaria a financiar pelo menos duas, mantendo ao mesmo tempo um módulo central ao qual segmentos comerciais poderiam acoplar.

Ainda assim, a indústria reagiu de forma crítica a estas alterações. As empresas defendem que as missões já existentes com astronautas privados mostram uma base de negócio real, capaz de sustentar o desenvolvimento de estações comerciais sem necessidade de reorganizar a arquitetura do projeto.

Desta forma, o contrato com a Voyager não é apenas mais uma missão: é também um sinal claro de que o mercado está a entrar numa fase de concorrência aberta. Se antes o acesso à ISS através de missões privadas era controlado por um único operador, agora a NASA está, na prática, a promover um ecossistema multipolar, em que várias empresas desenvolvem em paralelo transporte, infraestrutura e serviços comerciais em órbita.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário