O Street Fighter 6 vem carregado de modos, e tive a oportunidade de explorar vários deles num recente evento de pré-visualização nos escritórios da Capcom em São Francisco. Para lá de passar bastante tempo no World Tour, também visitei as vertentes competitivas e de treino do Fighting Ground, para medir forças antes do lançamento em junho.
Fighting Ground e o plantel de 18 lutadores
O Fighting Ground é o espaço onde estão reunidos os diferentes modos de confronto, e desta vez tive acesso ao plantel completo de 18 lutadores. Isso permitiu-me experimentar pela primeira vez algumas caras novas, como JP. Este homem de negócios de bengala tornou-se rapidamente um dos meus preferidos, sobretudo pela forma como domina o ecrã: consegue colocar portais que tanto pode atravessar com um salto como fazer explodir, quase como se fossem bombas. Para completar, dispõe de golpes de longo alcance - por exemplo, fazer irromper espigões mágicos debaixo do adversário - o que o torna excelente a manter o oponente à distância.
Também me diverti com Lily, a jovem integrante da Thunderfoot Tribe de T. Hawk, que usa duas clavas com cabeça esférica para lançar investidas fortes e movidas a vento. Já Manon exigiu mais adaptação: os seus ataques metódicos, com um toque quase de bailado, têm animações deliberadas que pedem outro ritmo, mas acabei por apreciar as suas particularidades à medida que a sessão avançava. Os veteranos de sempre, como Ryu e Ken, continuam a acertar em cheio no meu lado mais clássico. E, juntando favoritos pessoais como Juri, Cammy e Luke, o plantel deixa uma sensação de força logo à partida.
Extreme Battle e outras variantes competitivas
Para além de combates 1v1 e Team Battles, experimentei o Extreme Battle, que dá um toque extra às lutas com modificadores e condições específicas - como ter de evitar touros em investida e mandar uns contra os outros Mets do Mega Man que caem do céu e explodem. O meu favorito mistura as duas barras de vida numa espécie de cabo de guerra: é preciso acertar golpes para empurrar a tua parte da barra até ao outro extremo e garantir a vitória. O Mortal Kombat já teve algo semelhante no passado, e eu não resisto a este tipo de variação, porque funciona como uma pausa divertida face aos duelos formais um contra um.
Arcade Mode e painéis ilustrados
Passei ainda pelo Arcade Mode, embora apenas pudesse escolher entre Ken e Lily. A narrativa é conduzida por painéis ilustrados que vão contando a história do lutador seleccionado, enquanto se avança pelo alinhamento de adversários. Pelo caminho, surgem desafios como o famoso minijogo de "quebrar o carro" - só que, no meu caso, o alvo foi um semi-reboque que tive de reduzir a sucata.
O Arcade Mode pode ser bastante curto, com apenas cinco combates, ou estender-se até doze. E apesar de a quantidade de cutscenes se manter, um representante da Capcom deixou no ar, de forma algo vaga, que os finais podem mudar consoante o desempenho no cumprimento dos objectivos durante a corrida.
Ferramentas de aprendizagem: Modern, Dynamic e Character Guide
Uma das coisas que mais me impressionou foi a quantidade de opções pensadas para orientar recém-chegados, jogadores enferrujados ou quem queira dominar os detalhes. As entradas simplificadas dos esquemas de controlos Modern e Dynamic são excelentes, mas o destaque vai para o Character Guide, que pega num lutador específico e conduz o jogador pelos golpes e pelas estratégias recomendadas.
Mesmo com apenas cerca de 10 minutos de prática com o JP, fiquei com uma compreensão muito mais sólida de como o usar do que teria se estivesse apenas a tentar decifrá-lo em combate, à improvisação. E com várias opções de treino focadas em frames, reversals e outros pilares dos jogos de luta, parece haver aqui material suficiente para ajudar bons jogadores a transformarem-se em verdadeiros candidatos a campeões.
Combinando isto com o World Tour e o Battle Mode online, o Street Fighter 6 está a formar um pacote impressionante e pode muito bem ser o capítulo mais recheado de funcionalidades até hoje. Depois de termos gostado da sua primeira demo pública, mal podemos esperar por trocar golpes a sério quando o jogo chegar a 2 de junho.
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