Quando um construtor tenta cobrir todos os segmentos com elétricos, é fácil acabar com modelos a “pisarem-se” uns aos outros. É precisamente esse o cenário que poderá estar a levar a Mercedes-Benz a encurtar o ciclo de vida do EQE, tanto na versão berlina como SUV.
A produção do Mercedes-Benz EQE, nas variantes berlina e SUV, deverá terminar já no próximo ano. A informação está a ser avançada pela Autocar, não tendo sido ainda confirmada oficialmente pela marca.
A publicação britânica acrescenta que a decisão se insere num reposicionamento estratégico da gama elétrica da marca alemã, motivado pela crescente sobreposição de modelos dentro da oferta a baterias.
Será um desfecho prematuro para ambos os modelos, caso o fim de produção se confirme, até porque foram lançados em 2022. A atualização de meio de ciclo de vida prevista para os EQE e EQE SUV fica, assim, fora de hipótese. Segundo a Autocar, apenas os EQS berlina e SUV, assentes na mesma plataforma EVA, deverão receber essa atualização.
Os EQE e EQE SUV serão substituídos, de forma indireta, pelos novos Classe C e GLC elétricos, que chegam ao mercado durante 2026. Já o Classe E elétrico, previsto para 2027, será o sucessor direto do EQE berlina.
GLC elétrico é o primeiro a chegar
O primeiro destes novos elétricos a ser revelado será o GLC elétrico, com a estreia pública marcada para o Salão de Munique 2025, de 9 a 14 de setembro.
Vai estrear a nova plataforma MB.EA, que também será a base dos futuros Classe C e Classe E elétricos. Esta plataforma destaca-se pela arquitetura de 800 V, pela introdução de motores elétricos de nova geração (eATS2) e por inversores em carboneto de silício. A Mercedes-Benz promete ganhos de performance e eficiência.
Está previsto que, tanto no GLC como no Classe C, exista conteúdo tecnológico equivalente ao dos EQE, como a suspensão pneumática ou o eixo traseiro direcional. No caso do GLC, chega mesmo a apresentar uma capacidade de carga e reboque superior à do EQE SUV.
Apesar de os EQE e EQE SUV terem recebido melhorias ao longo do tempo, isso nunca se traduziu em níveis de vendas verdadeiramente convincentes.
Com a chegada dos novos GLC e Classe C elétricos, também passam a ser menos competitivos do ponto de vista tecnológico. E o design, que deverá aproximar-se mais do dos modelos a combustão, também promete ser mais consensual e melhor aceite.
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