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CIA confirma reunião de John Ratcliffe com o Governo de Cuba em Havana

Dois homens de fato apertam as mãos numa mesa com bandeiras dos EUA e Cuba em fundo de janelas arqueadas.

A CIA confirmou que o seu diretor, John Ratcliffe, manteve contactos com representantes do Governo de Cuba durante uma deslocação de alto nível à ilha.

Visita da CIA: John Ratcliffe em Havana

Segundo um comunicado da agência norte-americana, Ratcliffe viajou até Havana para realizar conversações presenciais com responsáveis do Ministério do Interior e com dirigentes dos serviços de informação cubanos.

A agenda incluiu ainda encontros com o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e com Raúl Rodríguez Castro - neto de Raúl Castro (que esteve à frente de Cuba entre 2008 e 2018) e atual conselheiro de segurança do regime de Havana.

Apesar de nunca ter desempenhado funções governativas, Raúl Rodríguez Castro foi guarda-costas do avô e, mais tarde, liderou os serviços de segurança presidencial de Cuba.

Temas em discussão: cooperação em matéria de inteligência e segurança regional

De acordo com a nota da CIA, na reunião estiveram em análise matérias ligadas à cooperação em matéria de inteligência, à segurança regional e à situação económica de Cuba, num cenário marcado por tensões persistentes entre Washington e Havana.

A CIA indicou também que John Ratcliffe transmitiu que os Estados Unidos estão disponíveis para considerar um diálogo mais alargado sobre assuntos económicos e de segurança, embora isso dependa de "mudanças fundamentais" por parte do Governo cubano.

A agência divulgou igualmente fotografias na rede social X nas quais se vê a delegação, chefiada por Ratcliffe, reunida com autoridades de Havana.

Versão de Havana e contexto de tensões com Washington

Algumas horas antes, o Governo cubano já tinha tornado pública a informação sobre a visita de John Ratcliffe.

Em comunicado oficial, Havana afirmou que o encontro ocorreu “num contexto de relações bilaterais complexas” e serviu para o regime comunista apresentar elementos que, segundo Cuba, demonstram que a ilha não constitui ameaça para a segurança nacional norte-americana.

As autoridades cubanas sublinharam ainda que as provas apresentadas "demonstram categoricamente que a ilha não representa qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA".

Com base nisso, Havana defende que não existem fundamentos legítimos para a permanência de Cuba na lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, o encontro terá também procurado incentivar o diálogo político entre dois adversários que há muito mantêm uma relação tensa.

Esta foi a primeira vez que um avião do Governo norte-americano aterrou na capital cubana desde 2016, num momento em que as tensões continuam elevadas devido às sanções impostas por Washington ao país das Caraíbas.

No final de janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou aplicar tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo a Cuba.

Trump ameaçou igualmente intervir no país, e o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse recentemente que Cuba estava preparada para lutar caso isso viesse a acontecer.

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