O Salão de Munique (IAA Mobility) foi o cenário escolhido pela chinesa Avatr para se dar a conhecer na Europa, exibindo o já familiar SUV elétrico 11 (lê-se “um um”) e apresentando pela primeira vez a berlina elétrica 12 (“um dois”).
A dimensão deste passo percebe-se pelo facto de a marca ter optado por mostrar o novo modelo primeiro em território europeu e só depois na China, o seu mercado de origem.
Mas, afinal, quem é a Avatr?
Apesar de recente, esta marca chinesa nasceu em 2018, tem sede em Chongquing e resulta de uma parceria entre a Changan Automobile - um dos quatro maiores fabricantes chineses - e a gigante tecnológica Huawei. A este desenvolvimento junta-se ainda a colaboração da CATL, referência no fabrico de baterias.
O nome da marca é mesmo Avatr, e não “Avatar”, embora a relação seja evidente - muito provavelmente, a questão dos direitos associados ao uso de “avatar” terá levado à adopção desta forma abreviada.
A Avatr pretende posicionar-se no território das marcas premium e esta aposta aparentemente antecipada na Europa - talvez o mercado mais exigente para singrar, sobretudo neste patamar - evidencia bem a ambição.
Tanto assim é que, como indicado, não só escolheram Munique, na Alemanha, para a primeira apresentação aos europeus, como aproveitaram o evento para revelar um modelo inédito antes de o mostrarem na China.
Acresce que é precisamente em Munique que a Avatr mantém o seu centro global de design, o que reforça a ideia de que os planos para a Europa são levados a sério.
Avatr 11, o primeiro
Embora a marca tenha sido criada há cinco anos, foi apenas no ano passado que o Avatr 11 se tornou conhecido, enquanto primeiro modelo da casa.
Acompanhando o que o mercado tem pedido, surge com formato de crossover elétrico, com superfícies limpas e traços suaves, e dimensões comparáveis às de um Mercedes-Benz GLE Coupé. Ainda assim, o seu enquadramento posiciona-o mais perto de propostas como o Tesla Model Y.
Há versões com um e com dois motores, com potências até 425 kW (578 cv); e duas opções de bateria, de 90 kWh e 116 kWh. A autonomia, segundo o ciclo combinado chinês mais permissivo, pode atingir 680 km.
No entanto, o ponto mais marcante está na tecnologia a bordo, em especial na ligada aos assistentes de condução e à condução autónoma: o Avatr 11 integra 34 sensores, incluindo 3 LiDAR, um frontal e dois laterais.
Avatr 12 é a nova adição
Em Munique, a Avatr deu a conhecer o 12, o seu segundo modelo, que adopta a configuração de uma berlina de cinco portas - com uma silhueta que não se afasta muito da do futuro Polestar 5.
Parte da mesma base do 11, mas cresce em comprimento, ultrapassando os cinco metros (e aproximando-se dos dois metros de largura). No seu caminho encontrará rivais como o NIO ET7 ou o Mercedes-Benz EQE.
Tal como no 11, o desenho aposta em linhas suaves e depuradas, com um elemento particularmente distintivo: a ausência de óculo traseiro (à semelhança do Polestar 4). Para garantir a visibilidade traseira, recorre-se a uma câmara e a um ecrã no lugar do retrovisor interior - solução igualmente usada no 11, embora aí exista um (pequeno) óculo traseiro.
Em termos de especificações, o Avatr 12 coincide com o 11, mas a carroçaria mais aerodinâmica permite anunciar mais de 700 km de autonomia - novamente de acordo com o CLTC, o ciclo chinês.
Apesar desta estreia europeia no Salão de Munique, continuam por esclarecer os planos de lançamento da Avatr na Europa.
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