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Dia da FEP - Faculdade de Economia do Porto: Identidade e Futuro

Grupo de jovens estudantes atentos durante apresentação com mapa-múndi digital numa sala iluminada.

Dia da FEP: identidade, presente e projeção do futuro

A FEP - Faculdade de Economia do Porto assinala o seu Dia, uma ocasião particularmente propícia para pensar o que vem a seguir sem perder de vista a sua matriz histórica e aquilo que hoje é, na realidade, a instituição. É difícil imaginar o Porto e a Região Norte sem o seu contributo agregador: a FEP tem desempenhado um papel incontornável na coordenação de uma agenda de criação de valor, e tem sabido envolver sucessivas gerações ao longo de décadas. Cada um de nós leva consigo uma história da passagem pela FEP e um sentimento claro de gratidão pelo impacto que teve na nossa formação e pela forma como, através do conhecimento e das ideias, nos ajudou a compreender como podemos acrescentar valor a uma agenda tão relevante para a economia e para a sociedade.

Pessoas e Instituições na FEP - Faculdade de Economia do Porto

São as pessoas que dão vida às Instituições, e as Instituições sustentam a nossa Sociedade. Quando existem pessoas empenhadas, animadas por uma modernidade participativa, e quando há Instituições robustas e bem estruturadas, criam-se condições para uma Sociedade Aberta e Participativa, baseada num contrato de confiança com o futuro. Todos acumulámos experiências, todos temos o nosso percurso e os nossos desafios; e cada vivência traz também um certo espírito.

A FEP nos anos 80 e a abertura de Portugal

No meu caso, a passagem pela FEP, em pleno decurso dos anos 80, ficou associada a um tempo singular de abertura e crescimento - um contexto que alimentou um sentimento de confiança e de ambição em relação ao futuro. Nessa década, Portugal atravessava uma fase muito particular: a adesão à então Comunidade Económica Europeia, a abertura da economia e das diferentes fileiras a uma presença mais ativa no espaço global, e a construção de uma nova agenda social assente na participação aberta e numa modernidade inovadora e estratégica.

A Faculdade de Economia do Porto era, nessa altura, um espaço dinâmico de encontro entre várias gerações de docentes e estudantes, acompanhando com inteligência as transformações em curso. Na FEP, viveu-se intensamente um verdadeiro laboratório de evolução do espírito e do sentido de mudança, em sintonia com a própria transformação da economia.

Novos motores de crescimento e ligação ao tecido empresarial

Foi a partir dos anos 80 que a economia portuguesa começou a orientar-se de forma mais nítida para novos drivers de crescimento: a aposta na inovação, o desafio de atrair investimento estrangeiro e a consolidação de uma nova agenda colaborativa entre a academia e o mundo empresarial. Esse movimento assentou num novo enquadramento de cadeia de valor e gerou resultados e impactos muito positivos para a agenda económica no seu conjunto.

A minha geração da FEP, formada nesse período, é um exemplo da vivência intensa desse novo paradigma. A forte integração no tecido empresarial e financeiro permitiu acompanhar de perto, e de forma muito ativa, estas apostas estratégicas que estavam a redefinir prioridades e ambições.

Desafios atuais: transformação digital, relações internacionais e talento

Num momento em que a agenda económica está fortemente centrada em temas como a transformação digital, o reposicionamento das relações económicas internacionais e o novo papel dos talentos na consolidação de uma cadeia de valor de excelência nas diferentes fileiras da economia, é particularmente saudável renovar a aposta no futuro que o Espírito de Economia sempre simbolizou e continua a manter, mesmo num tempo incerto e complexo como aquele em que vivemos. Saber colaborar em rede e responder com inovação e criatividade aos desafios que se aproximam é uma marca que caracteriza a forma de estar na FEP.

Parabéns à FEP e um desafio ao diretor

Os parabéns à FEP são inteiramente merecidos pelo seu percurso e pela influência que tem tido na construção de uma sociedade aberta e inovadora. E fica também uma mensagem de desafio - dirigida ao seu atual diretor, Óscar Afonso - para que saiba enfrentar, com inovação e criatividade, as exigências do futuro.

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