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Chega: André Ventura acusa ministro da Administração Interna e marca debate no parlamento a 14 de maio sobre forças de segurança

Político a discursar no parlamento português, segurando papel com data 5 de maio e bandeira de Portugal na tribuna.

Acusações ao ministro da Administração Interna

O presidente do Chega acusou hoje o ministro da Administração Interna de “fazer gala” de iniciativas dirigidas contra agentes da polícia e avisou que essa postura coloca o país num rumo preocupante.

“Quando temos um responsável político, ministro da Administração Interna, que parece quase fazer gala destas ações contra a polícia, em vez de ser o representante da defesa das forças do Estado e de segurança, nós estamos num caminho perigoso porque estamos a dar a entender que todo o comportamento da polícia é desviante, que os agentes, homens e mulheres na sua maioria, são criminosos ou tendencialmente criminosos, e tiramos-lhes a autoridade”, afirmou.

Debate no parlamento sobre as forças de segurança marcado para 14 de maio

Numa conferência de imprensa realizada na sede do partido, em Lisboa, André Ventura anunciou que o Chega agendou para a próxima semana um debate no parlamento centrado nas forças de segurança.

“No próximo dia 14 de maio dedicaremos toda a ordem do dia parlamentar a assegurar o tratamento dado pelo Estado às polícias e a necessidade de revestir as mesmas de funções e de meios de autoridade que Portugal continua a negar”, indicou.

O líder partidário disse esperar que o ministro esteja presente na Assembleia da República, “para o confrontar com as decisões que tem tomado”.

Ventura deixou ainda um apelo aos profissionais de todas as forças de segurança para que, nesse dia, se façam representar na Assembleia da República.

Propostas do Chega e posição sobre comportamentos desviantes na polícia

André Ventura afirmou que o Chega levará propostas ao debate e pediu aos restantes partidos que viabilizem essas iniciativas.

O dirigente pretende voltar a discutir o subsídio de risco e o alargamento do suplemento de missão, acrescentando que o partido apresentará um diploma para assegurar à polícia “toda a autoridade que tem que ter para prender, para usar a arma quando tiver que usar a arma para dissuadir quando tiver que dissuadir e para que o criminoso não sinta que tem mais direitos do que o polícia”.

No mesmo dia em que foram detidos mais 15 polícias, no âmbito das suspeitas de tortura e violações na esquadra do Rato da PSP, em Lisboa, Ventura acusou também Luís Neves de ter feito declarações “pouco felizes” sobre o caso e de ter adotado uma determinada narrativa quando, por exemplo, anuncia a expulsão de elementos das forças de segurança por “comportamentos desviantes”.

“Um ministro que devia representar a autoridade do Estado, escolhe o comportamento desviante dessas forças da autoridade do Estado e dos polícias, em vez de valorizar a insegurança que se vive todos os dias nas nossas ruas, nas nossas cidades e nas nossas vilas”, criticou, afirmando que “escolher a narrativa dos polícias mal comportados, contra os polícias que devem ter a autoridade de agir, capacidade de agir e ferramentas legais para agir, é um erro”.

Na perspetiva do líder do Chega, “é um erro que se pagará caro em termos de autoridade, em termos do prestígio das forças de segurança e em termos da própria estabilidade e da coesão social”.

Ventura defendeu que o ministro tem vindo a generalizar as críticas, acusando-o de “desvalorizar a polícia” e de contribuir “para o aumento do sentimento anti-polícia que existe em Portugal”.

Ainda sobre este caso, sustentou que “em todas as profissões, sejam lá quais forem, os comportamentos desviantes têm que ter consequências legais” e considerou que, caso os agentes venham a ser dados como culpados, “devem ser punidos, dentro do que a lei determina”.

“Nós temos que ser absolutamente intolerantes com os comportamentos desviantes, seja em que profissão for e seja em que extrato da sociedade for”, salientou.

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