A BYD vai passar a incluir o Atto 2 na lista de modelos 100% elétricos fabricados em território europeu. A par do BYD Dolphin Surf, o B-SUV de origem chinesa deverá sair da linha de montagem da unidade de Szeged, no sul da Hungria, tornando-se assim o segundo de quatro automóveis que a marca prevê produzir neste complexo industrial.
Produção europeia do BYD Atto 2 em Szeged
Ainda não existe uma data oficial para o arranque da produção em série do Atto 2 elétrico, embora a expectativa seja de que esse passo aconteça no segundo trimestre deste ano. Já o Dolphin Surf deverá avançar para uma fase de produção experimental ainda durante este trimestre, segundo indicou Lars Bialkowski, diretor-geral da BYD Alemanha.
Apesar de não serem conhecidos, para já, os restantes modelos planeados para a Hungria, a BYD sublinha que a fábrica tem capacidade para produzir até 300 mil veículos por ano.
Capacidade e impacto das tarifas da UE
Esta estratégia permite ao fabricante chinês evitar as tarifas aplicadas pela União europeia (UE) aos automóveis elétricos montados na China. No caso da BYD, essa taxa é de 27%.
Novas fábricas
Para lá da unidade húngara, a BYD está igualmente a erguer uma fábrica na Turquia, onde será produzido o SUV Seal U destinado ao mercado europeu.
Relativamente à localização da terceira unidade europeia, a decisão ainda não foi confirmada. Ainda assim, a especulação tem apontado Espanha ou Alemanha como hipóteses. Bialkowski referiu que a escolha será “uma discussão muito intensa”. Além disso, existe uma outra fábrica, também na Hungria, que desde 2017 fabrica autocarros 100% elétricos.
Crescimento global e evolução das vendas
O reforço da presença da BYD na Europa acompanha igualmente a sua trajetória de crescimento no plano mundial. Em 2025, a empresa alcançou um novo máximo de vendas, com 4,6 milhões de unidades, um resultado que a coloca como a quarta mais vendida do mundo. No mercado europeu, a BYD registou um salto de 275% nas vendas em 2025, atingindo 187 297 unidades em 2025.
No entanto, no primeiro mês de 2026, essa tendência positiva foi travada: a marca registou uma descida de 30% nas vendas (210 051 unidades) face a janeiro de 2025. Uma leitura mais detalhada mostra, porém, que a quebra se concentrou no mercado doméstico (China), enquanto as exportações aumentaram de forma expressiva, passando de 66 366 unidades para as 100 482 unidades, o que correspondeu a quase metade do volume total.
A construtora chinesa aponta, para 2026, a meta de fazer crescer as vendas internacionais 24%, até às 1,3 milhões de veículos em 2026.
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