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USAF destaca novos F-22 Raptor para Kadena, no Japão, enquanto atrasam os F-15EX Eagle II

Caça furtivo cinzento estacionado no aeródromo com duas pessoas ao lado e hangar ao fundo.

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A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) destacou recentemente novos esquadrões de caças furtivos F-22 Raptor para a Base Aérea de Kadena, no Japão. Esta decisão enquadra-se na rotação regular de aeronaves de combate prevista no âmbito da aliança de segurança bilateral. A chegada deste destacamento está ligada, de forma directa, aos atrasos na entrega de parte da futura frota de F-15EX Eagle II, chamada a substituir os modelos mais antigos F-15C/D, cujo processo de retirada faseada teve início ao longo de 2022.

Rotação estratégica no Indopacífico

Em 2022, as autoridades militares norte-americanas comunicaram a retirada de 48 aeronaves F-15C/D Eagle posicionadas em Okinawa. Estes meios pertenciam aos 44.º e 67.º Esquadrões de Caça (FS) e, a prazo, serão substituídos por 36 unidades do novo modelo F-15EX. Desde a saída definitiva dos últimos F-15C, em Janeiro de 2025, o Estado-Maior tem assegurado uma dissuasão contínua através de diferentes rotações. Assim, têm passado pelo território japonês aeronaves F-16 Fighting Falcon, F-15E Strike Eagle e também F-35A Lightning II.

Nesta missão, os F-22 Raptor têm origem no 90.º Esquadrão de Caça da Base Conjunta Elmendorf-Richardson (JBER) e no 27.º Esquadrão de Caça da Base Conjunta Langley-Eustis (JB L-E). Este movimento surge pouco depois de, em Janeiro de 2026, os F-16 do 120.º Esquadrão de Caça Expedicionário (EFS) terem sido substituídos pelos do 119.º Esquadrão da Guarda Nacional Aérea (ANG). Este tipo de fluxos logísticos permite manter um elevado nível de prontidão operacional nas forças estacionadas na Ásia.

Apoio à estabilidade regional

A integração destes meios na 18.ª Ala de Caça (18 WG), em Kadena, assegura a continuidade das operações conjuntas entre Washington e Tóquio. Esta presença sustentada reforça a projecção de poder e contribui para a estabilidade na área de responsabilidade do Indopacífico. Numa fase anterior, em Abril de 2025, o coronel David Deptula, comandante do 18.º Grupo de Operações (18 OG), esclareceu o enquadramento destes movimentos.

Declarou: «As aeronaves em rotação são parte integrante das operações habituais de Kadena, e a sua presença garante a continuidade da nossa missão de longa data de defender o Japão e manter um Indopacífico livre e aberto.» A afirmação evidencia o peso da cooperação técnica e militar entre os dois aliados. As unidades destacadas participam de forma activa em exercícios de superioridade aérea e em missões de patrulha marítima em espaços internacionais.

Atrasos industriais e perspectivas para a frota

O calendário de colocação em serviço dos F-15EX Eagle II está, neste momento, a ser afectado por tensões laborais nas instalações da Boeing Defense, em St. Louis. Greves gerais registadas entre Agosto e Novembro de 2025 abrandaram as linhas de montagem e perturbaram o ciclo de produção inicialmente planeado. Por esse motivo, especialistas militares estão a reajustar o plano de entregas para tentar cumprir os novos prazos, fixados entre Junho e Setembro do ano em curso.

Ainda assim, a USAF pretende elevar de forma significativa as suas capacidades de combate com o futuro orçamento de defesa. Para o ano fiscal de 2027, equaciona duplicar as encomendas de caças-bombardeiros F-15EX, apontando para um objectivo de 24 novos exemplares. Numa perspectiva de mais longo prazo, a meta de aquisição é de 267 unidades, com vista a modernizar todo o conjunto de componentes de primeira linha da aviação de caça norte-americana.

Fotografias: foto da Força Aérea dos Estados Unidos pelo aviador de 1.ª classe Nathaniel Jackson.

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