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Como afastar, de casa, a centopeia doméstica (Scutigera)

Rapaz de joelhos a pulverizar um inseticida na parede junto a uma lagarta, num interior doméstico.

Was da eigentlich krabbelt: der schnelle Haus-Tausendfüßler

Sobald os dias começam a aquecer, há um “efeito surpresa” típico em muitas casas: de repente, surgem nos corredores, casas de banho e caves uns bichos rápidos, de pernas compridas, que parecem sair do nada.

É normal que muita gente se assuste quando este animal fino e segmentado dispara de um canto da divisão. A boa notícia é que, na maioria dos casos, estes centopeias/miriápodes são inofensivos - e até caçam outros insetos. Ainda assim, quase ninguém os quer dentro de casa. Com um plano simples e aplicado com consistência, dá para os afastar de forma muito eficaz.

Em apartamentos e moradias, o mais comum é aparecer uma espécie: a chamada Scutigera rápida. Reconhece-se pelo corpo achatado, pelas pernas extremamente longas e delicadas e pelo modo de correr aos solavancos, muito veloz. O aspeto costuma parecer ameaçador, o que aumenta a sensação de nojo.

Ao contrário de baratas ou traças, esta espécie não come alimentos, têxteis ou móveis. Vive como predadora e caça, entre outros:

  • peixinhos-da-prata
  • pequenas aranhas
  • formigas
  • bichos-da-conta e outros insetos rastejantes

Quem vê estes animais com frequência dentro de casa normalmente já tem outro problema de insetos - o “milípedes” apenas o torna mais evidente. Ao mesmo tempo, a presença dele indica: em certas zonas da casa existem condições ideais para ele.

Porque é que na primavera aparecem de repente por todo o lado

Depois do inverno, os animais procuram de forma deliberada zonas mais quentes e mais secas. Casas com temperatura estável tornam-se particularmente atrativas. Além disso, na primavera muitos outros insetos voltam a ficar ativos - o buffet perfeito para este caçador rápido.

Os refúgios preferidos dentro de casa são sobretudo:

  • caves húmidas e lavandarias
  • casas de banho com pouca ventilação
  • zonas atrás de rodapés e móveis embutidos
  • garagens e despensas com fendas e rachas

Quem muda o “clima” destas áreas retira aos animais o seu fator de sobrevivência mais importante - a humidade. É aqui que está a alavanca decisiva.

O passo mais importante: tirar a humidade das divisões

Os miriápodes precisam de alguma humidade no ar para não desidratarem. Por isso, controlar a humidade interior é praticamente indispensável. Um higrómetro é o ideal: este pequeno aparelho mostra quão húmido está realmente o ar numa divisão.

Como baixar a humidade do ar de forma eficaz

  • Na casa de banho, cozinha e lavandaria, arejar bem depois de tomar banho/duche ou cozinhar.
  • Retirar a água de superfícies molhadas no duche e na banheira com um rodo ou pano.
  • Não deixar roupa húmida muito tempo em divisões fechadas.
  • Em divisões problemáticas, usar desumidificadores elétricos ou desumidificadores de granulado.
  • Verificar a cave quanto a manchas de água, bolor ou infiltrações.

Mesmo alterações pequenas fazem diferença: quem areja com regularidade e elimina de forma consistente as zonas visivelmente molhadas tira a base a muitos amantes de humidade - incluindo estes “pernalongas” indesejados.

Ordem em vez de tralha: eliminar esconderijos de forma consistente

Os animais procuram locais escuros e pouco perturbados. Quanto menos desses locais existirem, menor é a probabilidade de se instalarem de forma duradoura.

Os esconderijos típicos incluem, por exemplo:

  • caixas e caixotes pousados diretamente no chão
  • espaços apertados por baixo de armários e estantes
  • pilhas altas de papel e roupa
  • arrecadações que quase não são usadas durante anos

Quem arruma a fundo, destralha e aspira ou limpa com mais frequência os cantos difíceis incomoda bastante estes animais. Passar o aspirador uma vez por semana de forma direcionada em cantos, fendas e debaixo dos móveis costuma ser mais eficaz do que fazer uma grande limpeza só uma vez por ano.

O seu objetivo real: acabar com o buffet de insetos dentro de casa

Como estes animais se alimentam de outros insetos, faz sentido atacar o problema na origem. Quanto menos “comida” houver, menos atrativa a casa se torna como local de caça.

Detetar e reduzir outros insetos rastejantes

  • Colocar armadilhas adesivas nos percursos típicos de baratas, formigas e peixinhos-da-prata.
  • Remover migalhas, restos de comida e alimentos abertos de forma consistente ou fechar bem.
  • Vedar rachas na cozinha e na casa de banho onde os insetos se escondem.
  • Em zonas com muita presença de insetos, aplicar pontualmente produtos adequados - convencionais ou de base natural.

Muitas casas têm boas experiências com soluções caseiras: vinagre branco bem diluído ajuda na limpeza da cozinha e da casa de banho, tornando os percursos menos atrativos para os insetos. Óleos essenciais como hortelã-pimenta, eucalipto ou citronela são evitados por muitos rastejantes - bastam algumas gotas numa garrafa de spray com água para criar uma barreira de cheiro simples.

Vedar fendas: como fechar as portas de entrada

Os animais conseguem passar por rachas muito pequenas. Para os manter fora a longo prazo, é preciso observar bem - por dentro e por fora.

Problemstelle Mögliche Lösung
Spalten an Fensterrahmen Silikon oder Acryl nachziehen, defekte Dichtungen austauschen
Risse in Kellerwänden mit Mörtel oder Reparaturspachtel verschließen
Spalt unter Eingangstüren Türdichtbürste oder Türbodendichtung montieren
offene Fugen an Rohrdurchführungen Schaum oder Dichtmasse einbringen

O exterior também conta: pilhas de lenha húmida, montes de folhas ou vegetação densa junto à parede exterior são ótimos “pontos de apoio” temporários. Ao arrumar estas zonas e deixar algum espaço em relação à fachada, reduz-se ainda mais a entrada.

Ajudas naturais: afastar os animais sem nuvem de químicos

Muitas pessoas preferem não recorrer a inseticidas fortes. Para elas, existem algumas alternativas bem testadas.

Remédios comprovados que se encontram em casa

  • Kieselgur (terra de diatomáceas): espalhar como pó fino em juntas e ao longo de percursos; atua de forma mecânica, não química.
  • Óleos essenciais: diluir hortelã-pimenta, cedro ou citronela em água e pulverizar nos pontos típicos de entrada.
  • Fermento em pó ou bicarbonato de sódio com açúcar: atrai certos insetos, que depois desaparecem - e com isso também a “comida” do miriápode.

Quem reduz a humidade, diminui as fontes de alimento e fecha fendas, muitas vezes precisa de muito poucos meios adicionais - os animais acabam por ir embora por si.

Quando faz mesmo sentido chamar um exterminador

Em algumas casas, os animais continuam a aparecer apesar de todas as medidas, de forma persistente e em maior número. Nesse caso, costuma haver um problema forte de insetos ou uma falha estrutural que é difícil de detetar para quem não é especialista.

Nestas situações, um profissional de controlo de pragas pode:

  • localizar ninhos escondidos de insetos,
  • identificar de forma sistemática pontos de entrada na estrutura,
  • fazer tratamentos direcionados e limitados, em vez de pulverizar grandes áreas,
  • dar recomendações concretas sobre ventilação, vedação e armazenamento.

Porque é que alguns “milípedes” não são só maus

Por mais desagradável que seja vê-los: exemplares isolados caçam de facto pragas que atacam alimentos, têxteis ou livros. Se encontrar um ocasionalmente na cave, pode, em teoria, apanhá-lo com um copo e soltá-lo no exterior.

O problema começa quando aparecem regularmente vários animais em salas ou quartos. Aí, normalmente, a combinação de humidade, desorganização e presença de insetos já não está equilibrada. Quem atua cedo evita que a situação evolua para uma praga.

Ajuda conhecer os termos: no dia a dia, “milípede/centopeia” é usado para diferentes espécies, mas biologicamente pertencem a grupos distintos. Para o quotidiano, mais importante do que o nome exato é a pergunta: encontram em minha casa condições ideais de vida? Se a resposta for “não”, a longo prazo procuram naturalmente outro lugar.

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