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Tuthill GT One: tributo moderno ao Porsche 911 GT1 Straßenversion

Carro desportivo branco McLaren GT4E com faixa azul e vermelha exposto em sala de mostra com fotos e capacete.

Porsche 911 GT1 Straßenversion e o motivo da sua criação

O Porsche 911 GT1 Straßenversion quase não precisa de apresentações: continua a ser, décadas depois, um dos modelos mais exóticos dos anos 90 e um dos especiais de homologação mais memoráveis de sempre.

Este nome nasceu da necessidade de colocar o 911 GT1 a competir nas 24 Horas de Le Mans. E, com o pragmatismo típico alemão, a Porsche chamou-lhe Straßenversion - literalmente, “versão de rua”.

Tuthill GT One: homenagem ao vencedor de Le Mans em 1998

É improvável voltarmos a ver a Porsche lançar algo com esta filosofia, mas há quem esteja disposto a recuperar essa ideia. É o caso da britânica Tuthill, que revelou o GT One, uma homenagem ao 911 GT1 que venceu Le Mans em 1998.

Produção, preço e escolhas de configuração

À partida, o Tuthill GT One já surge homologado para circular em estrada - um privilégio reservado a apenas 22 pessoas, já que é esse o total de unidades previstas.

Quanto ao preço, não vale a pena especular com base em valores oficiais: a Tuthill não o indicou. E é bem possível que nunca o venha a fazer, até porque dificilmente regressará da Monterey Car Week - onde apresentou o GT One - sem ter vendido a totalidade da produção.

Ainda assim, dá para imaginar o nível de exclusividade quando se sabe que cada exemplar exige 3500 horas de trabalho até estar concluído. E quem o encomendar terá pela frente uma série de «decisões difíceis», capazes de alterar por completo o carácter do modelo.

Essas decisões não se limitam às combinações de exterior e interior: os futuros proprietários do GT One poderão também optar entre duas motorizações e duas transmissões.

Motorizações e caixas: onde tudo muda

Que combinação escolheriam? A pureza de um seis cilindros boxer atmosférico com mais de 500 cv, ou a alternativa mais potente do mesmo seis cilindros boxer de 4,0 l, com mais de 600 cv? E, do lado da transmissão, uma caixa manual de seis relações ou uma automática de dupla embraiagem com sete? Decisões, decisões…

Peso reduzido e enfoque na estrada

Num registo mais técnico, importa sublinhar que o GT One ficará pelos 1200 kg, muito graças a uma carroçaria integralmente em fibra de carbono. Para se ter uma referência, isto representa cerca de 230 kg a menos do que um 718 Boxster S, mas com a possibilidade de ultrapassar os 600 cv. Um contraste impressionante.

Apesar de a Tuthill garantir que foi «especificamente desenhado para a estrada», a marca já admitiu estar a ponderar o desenvolvimento de um pacote aerodinâmico para elevar o desempenho do GT One em circuito.

Segurança, suspensão e travagem

Ainda assim, para quem pretende utilizá-lo em pista, convém lembrar que o GT One já inclui uma estrutura de proteção anti-capotamento (ROPS) homologada pela FIA, além de barras de impacto laterais.

No capítulo da suspensão, recorre a duplos triângulos sobrepostos tanto à frente como atrás. Já a travagem fica a cargo de travões carbocerâmicos com pinças feitas à medida. Por fim, “calça” pneus Michelin Pilot Sport 4 S.


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