Cortes de pessoal da Nissan na Europa
A construtora automóvel japonesa Nissan prepara-se para eliminar cerca de 900 postos de trabalho no espaço europeu, o que equivale a aproximadamente 10% do total de colaboradores da marca na região, avançou esta quarta-feira a agência local Kyodo.
De acordo com fontes citadas pela mesma agência, a empresa pretende também rever a sua presença comercial no continente, alterando o actual modelo de vendas: nalguns países, a distribuição deixará de ser assegurada directamente pela Nissan e passará a ser feita através de importadores locais.
Barcelona: armazém de componentes e possíveis afectados
Entre as medidas em estudo está o encerramento parcial do armazém de componentes em Barcelona, segundo os representantes referidos pela Kyodo.
Em Espanha, a Nissan informou os sindicatos, no passado dia 27 de abril, da intenção de avançar com um procedimento legal aplicável a três centros na área de Barcelona - onde trabalham 569 pessoas - que permite a empresas em situação de crise suspender actividade, reduzir horários ou terminar contratos de forma colectiva, indicaram fontes sindicais.
Dentro do universo de potenciais afectados estão trabalhadores do centro técnico da Zona Franca de Barcelona, com 383 pessoas, bem como do centro de peças de El Prat de Llobregat, com 122 empregados, e ainda do centro de áreas flexíveis, também em El Prat, onde trabalham 64 pessoas.
A divulgação desta informação motivou contestação e inquietação entre representantes dos trabalhadores. Na fábrica da Nissan em Ávila, por exemplo, o respectivo comité afirmou o seu "absoluto repúdio" perante esta decisão.
Plano Re:Nissan e reestruturação em Sunderland
Estas iniciativas enquadram-se no plano de recuperação "Re:Nissan", anunciado em maio de 2025, com o qual o grupo procura voltar à rentabilidade e que prevê a redução de 20.000 empregos a nível global até 2027, para além do corte da rede de fábricas de 17 para 10.
Ainda segundo a Kyodo, a Nissan planeia igualmente concentrar em apenas uma (em vez de duas) as linhas de produção da sua unidade de Sunderland, no Reino Unido - a única fábrica de montagem de veículos que mantém actualmente na Europa - com o objectivo de reforçar a sua rentabilidade.
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