Em Portugal, tal como no resto da Europa, há uma categoria que parece estar sempre na linha da frente das preferências: os SUV compactos. Estes modelos - que partilham base com nomes bem conhecidos como o Renault Clio, o Peugeot 208 ou o Toyota Yaris - deixaram de ser uma moda para se tornarem um verdadeiro fenómeno nas vendas.
Mesmo custando mais do que os utilitários de onde derivam, acabam por compensar para muitos condutores: oferecem uma posição de condução mais elevada, mais espaço e uma imagem mais robusta, sem perder a versatilidade para a cidade e escapadinhas fora dela. E continuam a ser, no geral, mais acessíveis do que os SUV de segmentos superiores.
Neste guia de compra, reunimos os cinco SUV compactos mais vendidos em Portugal, com destaque para os seus pontos-chave. A lista começa no Peugeot 2008 (o mais vendido), passa pelo Dacia Duster (o mais barato) e termina no Toyota Yaris Cross (o mais eficiente).
Peugeot 2008. Desde 26 185 euros
Nenhum SUV compacto vende mais do que o Peugeot 2008. Chegou até a liderar o mercado nacional, entre 2022 e 2023, em termos absolutos. Em 2024, acabou por ser ultrapassado apenas por um modelo mais pequeno, o «rei do preço» em Portugal - adivinhem a marca…
Lançada em 2019, esta segunda geração do Peugeot 2008 recebeu uma atualização no ano passado, com mudanças subtis no interior e no exterior. O suficiente para se manter atual perante a concorrência. Continua a ter um dos habitáculos mais sólidos do segmento e está disponível com motorizações a gasolina, Diesel e 100% elétricas.
Nesta atualização, o maior destaque vai para as motorizações eletrificadas: o e-2008 passa a anunciar 406 km de autonomia (ciclo WLTP) e surgem versões mild-hybrid de 48 V nos motores 1.2 PureTech. De acordo com a marca, com esta atualização, ficaram resolvidos os problemas de durabilidade apontados a esta motorização.
As potências mantêm-se a partir dos 100 cv (caixa manual de seis velocidades) e 130 cv (caixa manual de seis velocidades ou automática de oito velocidades EAT8).
Renault Captur. Desde 24 300 euros
É o segundo SUV mais vendido em Portugal, com 4463 unidades vendidas em 2024. Este é o nosso vídeo mais recente ao volante deste modelo, onde explicamos tudo o que mudou:
À semelhança do Peugeot 2008, o Renault Captur também foi atualizado há pouco tempo. O visual exterior foi revisto, com especial enfoque na frente, que agora adota a mais recente linguagem de design da marca.
No interior, o Captur passa a contar com um painel de instrumentos de 10,4” e um ecrã multimédia de 7” ou 10,2” (consoante a versão). Um dos seus trunfos dentro dos B-SUV é a bagageira, que pode variar entre 484 litros e 616 litros.
Quanto a motorizações, a gama começa com o 1.0 TCE de 90 cv, seguindo-se o 1.3 TCE de 160 cv, ao qual foi associado um sistema mild-hybrid.
Além disso, o Captur disponibiliza ainda uma versão a GPL - com promessa de custos de utilização bastante comedidos. No topo surge o E-Tech full hybrid (não precisa de tomada), onde a potência combinada entre o motor térmico 1.6 l e o motor elétrico chega aos 145 cv.
Dacia Duster. Desde 19 350 euros
Se o mais importante para si é o preço e o espaço, vale mesmo a pena olhar com atenção para o Dacia Duster. Um modelo que, em 2024, vendeu 4161 unidades em Portugal.
Não vai encontrar no Duster um interior tão sólido como no 2008, nem a mesma dose de tecnologia do Captur. Mas tem o essencial. E, no que realmente importa, o Dacia Duster tem vindo a evoluir muito:
Agora na terceira geração, apresentada em 2024, oferece mais espaço e muito mais tecnologia. Os tempos do Dacia Duster básico já lá vão…
Felizmente, há coisas que se mantêm. O Duster continua a ser uma referência no segmento B-SUV pelo espaço a bordo, com versões que chegam a oferecer uma bagageira até 474 l.
No capítulo das motorizações, a oferta começa na versão bi-fuel ECO-G 100, com um motor 1.0 turbo de três cilindros e 100 cv. Acima, surge a variante TCe 130, que recorre a um 1.2 de três cilindros, associado a um sistema mild-hybrid de 48 V, para uma potência de 130 cv.
No topo da gama aparece a versão Hybrid 140, que junta o motor a gasolina de quatro cilindros e 94 cv a dois motores elétricos, resultando numa potência combinada de 140 cv.
Nissan Juke. Desde 25 500 euros
O Nissan Juke continua a ser um nome grande. Foi ele que abriu caminho neste segmento em 2010 e, desde então, tem sido presença habitual nos lugares cimeiros das vendas. Em 2024, registou 4093 unidades vendidas em Portugal.
Também teve atualizações recentes. Mas, entre os SUV deste segmento, foi o que menos mudou:
No interior, a principal novidade é o painel de instrumentos digital de 12,3”, acompanhado por um novo ecrã multimédia com o mesmo tamanho. Entre as novas funcionalidades, destaca-se a ligação sem fios a Apple CarPlay e Android Auto. E, para quem prefere opções mais arrojadas, o amarelo voltou a estar disponível.
Em termos de motor, mantém uma opção a gasolina com um bloco de um litro e 117 cv, com 180 Nm, associado a uma caixa manual de seis velocidades ou automática (dupla embraiagem) de sete velocidades.
Além desta versão, o Juke pode também ser escolhido numa variante híbrida que combina um motor 1,6 litros a combustão (94 cv e 148 Nm) com um motor elétrico (49 cv e 205 Nm), resultando numa potência máxima combinada de 143 cv.
Toyota Yaris Cross desde 27 066 euros
Se o Toyota Yaris Cross tivesse de receber um “título”, provavelmente seria o de mais eficiente do mercado. Apesar de existirem mais híbridos neste segmento, poucos conseguem igualar a eficiência do sistema híbrido da Toyota.
É um dos modelos mais caros deste TOP 5. Ainda assim, em 2024 vendeu 3316 unidades em Portugal e foi um contributo importante para colocar a Toyota como a segunda marca mais vendida na Europa.
A última atualização foi em 2023 e mantém um interior bem equipado, com painel de instrumentos de 12,3” e ecrã multimédia de 10,5”, além da possibilidade de usar o smartphone como chave do carro.
No que toca a motorizações, este B-SUV apresenta duas opções híbridas: Hybrid 115 e Hybrid 130. A principal diferença entre ambas está na potência do motor elétrico.
A Hybrid 115 combina um motor a gasolina de 1,5 litros com um motor elétrico de 59 kW, para uma potência máxima combinada de 116 cv. Já a Hybrid 130 usa o mesmo motor a gasolina, mas com um motor elétrico de 62 kW, elevando a potência máxima combinada para 132 cv.
Não é o mais espaçoso do segmento, mas é dos mais talhados para a cidade, onde a tecnologia híbrida ajuda a obter consumos muito baixos. Pode circular até 70% do tempo em modo 100% elétrico.
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