O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou este domingo que continuará a procurar entendimento com o presidente norte-americano, Donald Trump, apesar de os dois líderes estarem em desacordo quanto à guerra no Médio Oriente.
Friedrich Merz mantém o foco nas relações transatlânticas com Donald Trump
Numa entrevista ao canal público alemão ARD, que será transmitida esta noite, Merz garantiu: "Não desisto de trabalhar nas relações transatlânticas e também não desisto de trabalhar com Donald Trump". O chefe do Governo sublinhou ainda que a retirada parcial de militares norte-americanos estacionados na Alemanha não tem "nenhuma relação" com os seus desentendimentos com Trump.
Retirada de 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha não é novidade
Ao falar do seu primeiro ano como líder do executivo, Merz referiu que o anúncio do Pentágono, feito no sábado, sobre a retirada de 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha ao longo dos próximos seis a 12 meses "não é algo novo".
Segundo explicou, trata-se de um contingente que o ex-presidente dos EUA Joe Biden tinha destacado de forma temporária para a Alemanha na sequência da guerra na Urcrânia, sendo que a possibilidade de os fazer regressar tem sido discutida há já algum tempo.
Críticas à estratégia dos EUA no Irão e à falta de consulta à Europa
Na mesma entrevista, Merz voltou a criticar a estratégia dos Estados Unidos em relação ao Irão e sustentou a sua declaração de que este país "humilhou" os Estados Unidos.
"Se queremos ajuda num conflito deste género, então perguntamos antes", afirmou, frisando que foi isso que transmitiu a Trump, numa alusão ao facto de os Estados Unidos não terem consultado a Europa antes do início da guerra com o Irão, no passado dia 28 de fevereiro.
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