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António José Seguro pede mais respeito pelas forças de segurança nos 115 anos da GNR

Cerimónia militar junto ao mar com soldados em uniforme verde e bandeira de Portugal ao fundo.

Cerimónia dos 115 anos da GNR na Foz do Douro

Na Foz do Douro, no Porto, as comemorações dos 115 anos da GNR serviram de palco a vários alertas e apelos, com intervenções do presidente da República, do comandante-geral da Guarda e do ministro da Administração Interna.

António José Seguro pede mais respeito pelas forças de segurança

No decorrer da cerimónia, o presidente da República, António José Seguro, defendeu que deve existir mais "respeito" pelas forças de segurança e chamou a atenção para uma "erosão de valores" na sociedade portuguesa.

Sustentando que o assunto requer "reflexão séria e ação responsável", o chefe de Estado referiu que "nos últimos anos, têm vindo a público episódios preocupantes de agressões a agentes das forças de segurança" - situações que, salientou, "não são apenas ataques individuais", mas antes um "sinal de uma erosão de valores fundamentais que sustentam a convivência de uma sociedade livre".

António José Seguro acrescentou ainda que "a autoridade não é um instrumento de imposição arbitrária", sendo, isso sim, "uma expressão de uma vontade coletiva, legitimada pelo Estado de Direito". E recordou que "em sociedade , não há liberdade sem regras, não há direitos sem deveres e não há segurança sem respeito mútuo."

Alertas de Rui Veloso e mensagem de Luís Neves sobre a presença da GNR

Também presente, o comandante-geral da GNR destacou que "Portugal continua a ser reconhecido como um dos países mais seguros da Europa e do mundo", atribuindo esse reconhecimento, "em grande medida, à competência e ao elevado profissionalismo das nossas forças e serviços de segurança".

Ainda assim, o tenente-general Rui Veloso advertiu que "esta condição de segurança não é imutável" e que, pelo contrário, "exige que a defendamos com visão estratégica, inteligência e determinação". Como exemplos de desafios, apontou que "O despovoamento do interior, o envelhecimento da população, o isolamento, a maior exposição do território a fenómenos extremos, a circulação global de pessoas, a exploração das fragilidades humanas por redes criminosas e a difusão acelerada de novas formas de formas de violência e desinformação exigem respostas mais integradas, mais tecnológicas, mais preventivas e mais cooperativas".

No mesmo discurso, Rui Veloso assinalou com satisfação a reativação da Brigada de Trânsito e considerou inaceitáveis os números relativos a participações criminais. "Das mil participações registadas a cada dia, cerca de 200 dizem respeito a violência doméstica, crimes rodoviários ou delitos em ambiente escolar. São números inaceitáveis. Numa sociedade democrática, que preza as liberdades, a sã convivência e o primado da cidadania, é absolutamente intolerável que cerca 20% dos atos criminosos participados tenham lugar na família, na escola ou nas estradas", especificou.

Presença "única" no território, diz ministro

Por seu lado, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu que a GNR está pronta para responder a cenários particularmente exigentes, frisando tanto as suas unidades especializadas como a capacidade de intervenção em contextos complexos. Realçou igualmente a presença "única e contínua" da Guarda no território - em especial no interior - como fator de segurança e de confiança, sustentada na proximidade às comunidades e na atenção a situações sociais sensíveis, sem perder a identidade e mantendo a adaptação ao longo da história.

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