Barómetro do ACP: o que torna as estradas da Área Metropolitana do Porto mais arriscadas
Na Área Metropolitana do Porto, a perceção de perigo nas estradas está sobretudo associada a dois comportamentos: os condutores distraídos (50%) e a condução em excesso de velocidade (48%), segundo o Barómetro do ACP sobre mobilidade. Para travar este problema, a solução mais apontada pelos cidadãos passa por mais presença policial e mais fiscalização (30%). Ainda assim, a maioria diz estar descontente (51%) com a forma como as autoridades atuam na gestão do trânsito e do estacionamento.
Como foi feito o estudo na AMP
O levantamento às tendências de mobilidade nos 17 municípios que formam a Área Metropolitana do Porto (AMP) foi conduzido pelo Automóvel Clube de Portugal. A recolha baseou-se em 1150 inquéritos, aplicados pela Pitagórica a residentes com 18 ou mais anos, num universo estimado em cerca de 1,5 milhões de pessoas.
Além de apontarem distrações e velocidade como fatores de risco, os residentes também classificam como "perigosa" a falta de presença policial e de fiscalização (30%).
Habitantes do Porto e de Valongo pedem músculo
A mesma fasquia de 30% surge quando se pergunta diretamente pela via preferida para combater o problema: reforçar o policiamento e a fiscalização. Se a esta opção se juntarem os que defendem endurecer a penalização dos infratores, chega-se a 49% de cidadãos que pedem medidas mais musculadas na área do trânsito, no conjunto da Área Metropolitana.
Neste ponto, destacam-se os residentes do Porto e de Valongo, onde a soma destas duas medidas atinge 53%.
Por contraste, Vila do Conde é o concelho menos entusiasmado com respostas de cariz repressivo (40%). Aliás, quando cada medida é analisada separadamente, a preferência dos vilacondenses recai no reforço de educação e em campanhas de sensibilização (26%), um caso único em toda a região.
Descontentamento em Paredes e Matosinhos
O pedido de maior intervenção policial e de mais repressão de comportamentos perigosos não significa, porém, que os cidadãos considerem suficiente o trabalho já realizado - pelo contrário.
Quando avaliam a atuação das autoridades na gestão do trânsito e do estacionamento, o resultado global é claramente negativo na Área Metropolitana, com maior expressão em Paredes (saldo negativo de 35 pontos) e Matosinhos (saldo negativo de 33 pontos). Também no Porto e em Gaia, o desempenho de polícias e fiscais recebe uma avaliação inequivocamente desfavorável. Alguma benevolência surge apenas em Valongo e na Feira.
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