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No segmento, novo motor híbrido da Nissan quer bater os melhores Toyota e Hyundai

Carro elétrico azul Nissan E-Power 2025 em exibição numa sala moderna com iluminação suave.

Depois de anos em que Toyota e Hyundai têm ditado o ritmo no mundo dos híbridos, a Nissan prepara uma resposta que pode baralhar as contas - e não é apenas mais uma atualização. A marca está a trabalhar numa nova tecnologia capaz de disputar eficiência e desempenho com os melhores do segmento, incluindo os motores híbridos da concorrência e até os da sua parceira Renault.

No centro desta aposta está um novo motor de três cilindros, conhecido internamente como ZR15DDTe, que serve de base à terceira geração do sistema e-Power. A estreia está marcada para o Nissan Qashqai 2026, com chegada prevista a Portugal no último trimestre do ano.

Um motor de apenas três cilindros, mas com uma missão de peso: ajudar a estancar a crise dentro da marca japonesa. A Nissan perdeu espaço face à concorrência e precisa de um argumento forte para mudar o rumo.

Na prática, falamos de uma unidade 1,5 litros com turbo, desenvolvida para funcionar exclusivamente como gerador no já conhecido sistema híbrido e-Power da Nissan.

Primeiros números são promissores

De acordo com a marca, o novo motor deverá atingir uma eficiência térmica de 42%, ultrapassando os 41% reivindicados pela Toyota e pela Hyundai nos seus motores a gasolina integrados em sistemas híbridos.

Uma das diferenças que ajuda a explicar esta eficiência está num método de fabrico inédito. Este será o primeiro motor no mundo a recorrer a sedes de válvulas aplicadas por cold spray, um revestimento de liga metálica à base de cobre projetado a velocidades supersónicas diretamente para a cabeça do motor.

Em vez das tradicionais sedes prensadas, esta abordagem permite criar condutas de admissão com menos turbulência, assegurando um fluxo de ar mais eficiente para a câmara de combustão.

Patente exclusiva e ambição global

A Nissan detém a patente desta tecnologia desde abril e sublinha que não se trata de pegar em cabeças de motor existentes e aplicar este método de produção. É necessário um desenho próprio para receber as sedes aplicadas por pulverização, um processo até agora mais associado à indústria aeroespacial e de defesa.

Esta aposta pode voltar a colocar a Nissan a competir de igual para igual com Toyota, Hyundai e Renault. Ainda não tivemos oportunidade de conduzir o Qashqai com este motor, mas já vimos indícios do seu potencial ao atravessar o Reino Unido de uma ponta à outra, com uma média de apenas 3,76 l/100 km.

Entretanto, outra marca que deverá juntar-se em breve à «luta» no campo dos motores híbridos é a Volkswagen. Será a primeira vez que a Volkswagen vai disponibilizar variantes híbridas (full hybrid, que não precisam de ligar à tomada) nos seus modelos - uma tecnologia que teve na Toyota o seu principal impulsionador nas últimas três décadas.

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