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EA Sports PGA Tour regressa com realismo total

Jovem a bater numa bola de golfe ao ar livre com ecrã digital grande e grupo de pessoas ao fundo.

A EA Sports tem vindo a produzir videojogos oficialmente licenciados do PGA Tour desde 1990, com figuras como Tiger Woods e Rory McIlroy a emprestarem, ao longo dos anos, o seu nome à marca. Ainda assim, a empresa não lançava um jogo do PGA Tour desde 2015 - tempo suficiente para outras séries ocuparem o espaço que, durante muito tempo, foi dominado pela linha principal da EA.

Regresso da EA Sports ao PGA Tour com foco no realismo

Neste novo título, a prioridade está clara: realismo acima de tudo. E isso não se limita ao aspeto visual de jogadores e campos; também passa pela forma como cada buraco deve ser pensado e jogado.

À partida, os 30 campos disponíveis no lançamento foram recriados com o apoio dos superintendentes de cada campo, recorrendo a tecnologia de ponta (incluindo helicópteros equipados com lasers) e até à colaboração de geólogos, para garantir uma experiência o mais fiel possível quando os jogadores entram em tees reproduzidos com precisão.

Campos, jogadores licenciados e multidões mais credíveis

A componente licenciada também recebeu grande atenção. Jogadores do PGA Tour e do LPGA Tour foram mapeados com câmaras avançadas, em várias poses, para serem renderizados no Frostbite Engine com maior rigor.

Até o público foi tratado como parte essencial do ambiente: em vez de “figuras” genéricas, foram digitalizados atores para que as bancadas e galerias se pareçam com pessoas reais no campo, e não com recortes de cartão.

Majors, apresentação e comentários com mais variedade

Os quatro Majors estiveram no topo das prioridades da equipa de desenvolvimento. PGA Championship, The Open Championship, U.S. Open e Masters contam com apresentações personalizadas, modelos de troféus altamente detalhados no jogo e comentários específicos.

No capítulo da narração e análise, é prometido um volume de conteúdo na ordem das centenas de horas, suportado por uma equipa alargada, com o objetivo de reduzir conversas repetitivas à medida que se avançam diferentes percursos.

Também é possível ajustar várias definições de apresentação e jogabilidade - por exemplo, escolher quão densa se pretende a multidão durante a volta.

Jogabilidade baseada em dados: ShotLink, Trackman e física por campo

Quando chega o momento do primeiro drive, a jogabilidade tira partido de dados ShotLink e Trackman, os mesmos usados na análise real do desempenho de jogadores do PGA Tour, para procurar resultados mais realistas em cada tacada.

Na prática, isto influencia a forma como a bola ressalta e rola em função do terreno e das inclinações, considerando inclusive o tipo de relva característico de cada campo. Aliás, cada percurso tem o seu próprio perfil de física, o que faz com que uma volta num dia cinzento em The Old Course at St. Andrews Links se sinta diferente de uma ronda húmida em TPC Sawgrass.

Depois de escolher o taco e se posicionar para a bola, existem 20 tipos de tacada disponíveis, permitindo abordar cada campo à sua maneira - e de forma semelhante à dos profissionais no mundo real. É ainda possível ajustar o formato do arco da bola para afinar a abordagem.

O swing é controlado com o stick analógico: exige um backswing fluido e eficiente e, sobretudo, bom timing no momento do impacto para maximizar o resultado. Quando a execução sai no ponto certo, surge um “Big Hit Moment”, marca da série, com câmara lenta e um ângulo dramático para sublinhar a qualidade dessa pancada.

Já no green, o putting também usa o stick analógico, com uma linha que indica o recuo necessário no movimento e uma opção de assistência de tacada para ajudar a apontar. A EA Tiburon espera acrescentar o esquema clássico de controlo de três cliques após o lançamento.

Modos de jogo e Modo Carreira com progressão RPG

É possível jogar localmente ou online em partidas não classificadas, torneios, encontros privados e outros modos - incluindo um em que 16 jogadores estão em simultâneo no campo. Ainda assim, o modo de referência é o Carreira.

Um sistema de progressão RPG unificado dá liberdade para tomar decisões relevantes com o jogador criado, permitindo construir o golfista de raiz através de competências, habilidades e equipamento, em conjunto com opções de personalização abrangentes.

No Carreira, também se escolhe o ponto de partida: como amador, no circuito de desenvolvimento Korn Ferry Tour, ou diretamente no PGA Tour. Vencer campeonatos no circuito amador desbloqueia convites para torneios mais prestigiados, reforçando uma sensação de progressão com impacto.

Apesar do tempo passado desde o último jogo de golfe licenciado da EA Sports, PGA Tour pretende ir ao limite para entregar a experiência mais realista que já vimos. Mesmo tendo eu deixado para trás o género de simulação de golfe há algum tempo, já estou a apontar a minha hora de saída para 24 de março, data em que o jogo chega à PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC.

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