NASA pondera redistribuir funções entre o SLS e a SpaceX nas missões Artemis
A NASA está a estudar a possibilidade de reduzir o papel do foguetão Space Launch System (SLS) nas missões lunares tripuladas do programa Artemis e de reforçar a participação da SpaceX. A informação foi avançada pela Bloomberg, com base em fontes próximas do processo.
No cenário inicialmente previsto, o SLS colocaria a nave Orion com astronautas em órbita lunar, onde o Starship da SpaceX entraria então em ação para efetuar a aterragem na Lua. Contudo, segundo a agência, a nova opção em análise prevê que a Orion se acople ao Starship já na órbita terrestre, seguindo depois o sistema em direção à Lua. Ainda assim, o SLS deverá manter a função de veículo de lançamento da Orion para a órbita da Terra, embora o seu envolvimento na fase posterior da missão fique reduzido.
Segundo a Bloomberg, o administrador da NASA, Jared Isaacman, pretende discutir este tema com as empresas envolvidas no programa Artemis, bem como avaliar o progresso atual e os planos futuros. A agência assinala que uma eventual mudança na arquitetura da missão pode encontrar resistência por parte de legisladores norte-americanos, uma vez que o SLS continua a ser um projeto político e industrial importante para os Estados Unidos.
O programa lunar Artemis foi apresentado pela NASA em 2019. A Artemis I previa um voo não tripulado à volta da Lua a bordo da Orion e foi concluída com sucesso em 2022. A Artemis II deverá, pela primeira vez, enviar uma tripulação numa órbita em torno da Lua (a descolagem está marcada para 1 de abril), enquanto a Artemis III deverá assegurar a descida de astronautas à superfície do satélite. Assim, se o programa for revisto, a função do SLS na missão Artemis III ficará reduzida ao mínimo.
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