Missão EPIC da ESA vai permitir definir a tripulação e o programa científico
A Agência Espacial Europeia (ESA) planeia encomendar à SpaceX um voo tripulado separado da nave Crew Dragon para a Estação Espacial Internacional (ISS). A decisão prende-se com o facto de, no âmbito dos acordos atuais com a NASA, a Europa ter obtido lugares apenas para dois astronautas da nova seleção, enquanto o tempo até ao fim do programa da ISS é cada vez mais curto.
O anúncio dos planos foi feito pelo diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher, depois da reunião do conselho da agência, a 19 de março. Os Estados participantes aprovaram a missão com a designação EPIC (Tripulação Institucional Fornecida pela ESA).
Ao contrário dos voos privados, como as missões da Axiom Space, que duram cerca de 1 a 2 semanas, a missão da ESA deverá ter duração intermédia - aproximadamente um mês. Nesse período, os astronautas europeus terão tarefas mais amplas: além de realizarem experiências, participarão também na manutenção da estação, em reparações e em operações logísticas.
Neste momento, no âmbito dos acordos com a NASA, a ESA tem garantidas missões de longa duração apenas para dois astronautas - Sophie Adenot e Raphael Liegeois. Os restantes participantes podem não chegar a tempo de voar para a ISS antes da retirada de serviço da estação, que está atualmente prevista para 2030.
Esta nova missão deverá resolver parte desse problema e dar à ESA a possibilidade de formar autonomamente a tripulação e o programa científico. A agência conta, ainda assim, concretizar o voo em conjunto com parceiros internacionais, embora a composição destes parceiros e a distribuição dos lugares não tenham sido reveladas.
Entre os potenciais participantes são mencionados o Canadá, os Emirados Árabes Unidos e a Austrália, com a qual a ESA já discutiu uma possível participação. No entanto, os acordos concretos ainda não foram confirmados.
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