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Listeriose: Queijo de cabra popular retirado de venda em toda a França.

Pessoa a consultar aplicação móvel enquanto pega pedaço de queijo no frigorífico, criança ao fundo a beber água.

Um queijo de especialidade muito apreciado está a provocar alerta neste momento: as autoridades avisam para um produto que pode desencadear doenças graves nos consumidores.

Quem, nas últimas semanas, levou para casa queijo de cabra em pequenas rodas, comprado numa banca de queijos ou numa loja de produtos gourmet, deve agora olhar com muita atenção. Em França decorre uma recolha a nível nacional porque um determinado queijo de cabra está contaminado com listeria. Este caso mostra de forma clara como até produtos artesanais, vindos de pequenas queijarias de quinta, podem transformar-se num risco para a saúde.

Queijo de cabra em causa: qual é o produto

No centro da recolha está uma tomme de leite de cabra produzida pela queijaria de quinta La Ferme de Liègue. Trata-se de uma pequena variedade redonda de queijo, comercializada com a designação „Bêêle des prés“ e com a marca „La Ferme de Liègue“ no rótulo.

O queijo foi distribuído em toda a França, sobretudo através de lojas de produtos gourmet, balcões de queijo, talhos e grossistas. Segundo os dados oficiais, o produto foi vendido, entre outras, pelas seguintes empresas:

  • Aumand
  • Ouest Frais
  • La boucherie du coin
  • SAS du Bignon
  • La Fée Cochette
  • Olivier Jouteau

Um dado importante para verificar em casa, no frigorífico: o queijo foi vendido no período de 05.12.2025 a 26.01.2026. Só estão abrangidos lotes específicos.

Estão em causa tommes „Bêêle des prés“ da La Ferme de Liègue, vendidas entre o início de dezembro de 2025 e o fim de janeiro de 2026, que podem conter Listeria monocytogenes.

Estes números de lote devem ser verificados de imediato

Para que os consumidores possam identificar o queijo sem margem para dúvidas, foram divulgados os lotes exatos. Quem ainda tiver a embalagem deve procurar os seguintes números:

  • CTB031125
  • CTB041125
  • CTB051125
  • CTB291025
  • CTB121125
  • CTB191125
  • CTB261125
  • CTB281125
  • CTB291125

Além disso, o produto pode ser identificado através do código GTIN 3770026529294. Os queijos abrangidos trazem uma data de consumo recomendada até 11.03.2026.

Porque é que a recolha do queijo de cabra deve ser levada tão a sério

A razão desta recolha é uma contaminação microbiológica. Em amostras do queijo de cabra foi detetada Listeria monocytogenes, uma bactéria que pode causar a doença listériose nas pessoas.

Esta infeção não se comporta como uma simples indisposição do estômago. Em grupos mais vulneráveis, pode ter consequências graves e, em casos isolados, até evoluir de forma fatal.

Sinais de listériose após comer este queijo de cabra

Os primeiros sintomas de infeção costumam ser pouco específicos. Os sinais mais habituais são:

  • surgimento súbito de episódios de febre
  • dores musculares e dores nos membros, semelhantes às de uma gripe
  • dor de cabeça e sensação forte de doença
  • eventualmente queixas gastrointestinais

Por vezes, os sintomas só aparecem vários dias depois da ingestão. É precisamente isso que torna a listériose traiçoeira: para quem é afetado, a ligação a um alimento específico é muitas vezes difícil de perceber.

Quem tiver comido o queijo em causa e, nas semanas seguintes, sentir febre, dores nos membros ou dores de cabeça fortes, deve procurar aconselhamento médico e referir abertamente a ingestão.

Grupos de risco particularmente expostos

Os adultos saudáveis costumam lidar melhor com a listeria. O perigo é muito maior sobretudo para:

  • grávidas
  • recém-nascidos e bebés
  • idosos
  • pessoas com o sistema imunitário enfraquecido, por exemplo devido a cancro, diabetes ou certos medicamentos

Nas grávidas, a listériose pode provocar abortos espontâneos ou complicações graves no feto. Por isso, muitos ginecologistas aconselham, de forma geral, precaução às futuras mães no consumo de queijo de leite cru.

O que os consumidores devem fazer agora com este queijo

A indicação das autoridades é clara: o queijo de cabra afetado não deve continuar a ser consumido. Quem tiver em casa um dos lotes acima mencionados deve retirá-lo de imediato do frigorífico.

Está previsto que os clientes devolvam o queijo até quinta-feira, 26 de março de 2026, nos respetivos pontos de venda. Nesses locais, o valor de compra será reembolsado, mesmo sem talão, como é habitual nestas recolhas.

Para esclarecimentos adicionais, os responsáveis disponibilizaram um número de telefone: através do 06 21 00 34 42, os consumidores podem obter mais informações sobre o procedimento e sobre os produtos afetados.

O que fazer se suspeitar que já o comeu

Quem não tiver a certeza de já ter consumido o queijo deve agir com calma, mas sem descurar a situação:

  • verificar a embalagem: confirmar o número de lote, a marca e a data de consumo
  • registar a ingestão: anotar a data e a quantidade, caso venha a ser necessária uma ida ao médico
  • observar sinais físicos: nos dias seguintes, estar atento a febre, dores nos membros e mal-estar
  • perante sintomas, contactar imediatamente o médico de família e mencionar a possível exposição à listeria

Porque é que o queijo volta a ser tão frequentemente alvo de recolhas

O queijo, sobretudo o produzido a partir de leite cru, é considerado um setor alimentar sensível. A produção exige muito cuidado, processos de trabalho limpos e uma refrigeração constante. Se ocorrer uma falha em qualquer ponto da cadeia, as bactérias podem multiplicar-se rapidamente.

O queijo de cabra goza da reputação de ser mais fácil de digerir do que muitas variedades de vaca. Isso não altera o facto de também poderem surgir germes perigosos. As queijarias artesanais com especialidades regionais entram rapidamente em destaque quando é detetada uma falha, porque muitas vezes distribuem os seus produtos através de uma rede densa de lojas gourmet e mercados semanais.

Dicas para comprar queijo em segurança

Os consumidores podem, pelo menos, reduzir o risco no dia a dia se seguirem algumas regras simples:

  • prestar atenção a menções como “queijo de leite cru” no rótulo, sobretudo durante a gravidez
  • transportar sempre o queijo bem refrigerado, de preferência numa bolsa térmica
  • guardar no frigorífico o mais em baixo possível, onde a temperatura é mais baixa
  • consumir rapidamente as peças já abertas e não deixá-las guardadas durante semanas
  • consultar regularmente listas de recolhas atuais nos meios de comunicação ou junto das autoridades

O que está por trás da listeria - e porque é tão problemática

Listeria monocytogenes pertence ao grupo dos chamados germes alimentares. Ao contrário de muitas outras bactérias, este agente consegue sobreviver e multiplicar-se lentamente mesmo a temperaturas de frigorífico. Produtos de maturação longa, como certos tipos de queijo, oferecem-lhe precisamente um meio favorável.

O calor elimina a listeria de forma fiável: por isso, pratos bem cozinhados não costumam representar problema. O que é crítico são os alimentos consumidos crus ou apenas aquecidos ligeiramente - por exemplo, peixe fumado, queijo de leite cru, certos tipos de enchidos e saladas já cortadas.

Quem recorre com frequência a estes produtos deve levar particularmente a sério algumas regras básicas de higiene na cozinha: trabalhar com limpeza, não regular o frigorífico demasiado quente, consumir rapidamente as sobras e deitar fora alimentos com cheiro suspeito.

O que este caso significa para os consumidores em Portugal, Alemanha, Áustria e Suíça

A recolha atual diz respeito a França, mas a notícia também interessa a consumidores na Alemanha, Áustria e Suíça. Muitos comerciantes de produtos gourmet e lojas de queijo importam especialidades de pequenas queijarias de quinta do país vizinho. Tommes de cabra como a „Bêêle des prés“ aparecem cada vez mais também nas bancas destes mercados.

Quem gosta de trazer clássicos franceses de queijo de mercados ou das férias deve passar a confirmar com mais atenção os números de lote e as datas de consumo e, em caso de dúvida, não hesitar em perguntar ao vendedor. Os comerciantes têm a obrigação de estar informados sobre recolhas e de retirar do sortido a mercadoria afetada.

No fundo, este caso mostra que prazer e segurança alimentar não se excluem, mas exigem atenção. Quem escolhe queijo com consciência, o armazena de forma correta e, na dúvida, procura aconselhamento médico, consegue reduzir bastante o risco - e ainda assim desfrutar do seu prato de queijos.

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