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Campeonato do Mundo de 2026: Portugal pode ganhar 43 milhões de euros

Jogador português Cristiano Ronaldo levanta o troféu da Taça do Mundo num estádio cheio de espectadores.

O Campeonato do Mundo de 2026 pode traduzir-se num encaixe financeiro sem precedentes para Portugal: se a seleção nacional levantar o troféu, o prémio poderá rondar os 43 milhões de euros, o valor mais elevado alguma vez atribuído ao vencedor da prova.

Além da meta desportiva, o torneio - a realizar-se nos Estados Unidos, Canadá e México - coloca em disputa montantes nunca vistos, reforçando a dimensão económica associada à competição.

Portugal entre os favoritos ao título no Campeonato do Mundo de 2026

Este enquadramento ganha peso tendo em conta a forma como Portugal é visto no lote de candidatos. De acordo com um estudo do Football Benchmark, suportado pelas odds da Bet365, a equipa das quinas surge no sexto lugar entre os principais pretendentes, com uma probabilidade de 7,7%.

À frente de Portugal estão Espanha (18,2%), Inglaterra (15,4%), França (14,3%), Brasil (11,1%) e Argentina (11,1%), delineando um grupo curto de favoritos onde as seleções europeias são maioritárias.

Mundial 2026 da FIFA: 48 seleções, 104 jogos e prémios em máximos

A edição de 2026 será a mais extensa de sempre, com 48 seleções e 104 jogos, refletindo a estratégia da FIFA de aumentar o alcance global do torneio. Esse alargamento tem reflexo direto nas contas: a organização estima distribuir cerca de 622,4 milhões de euros em prémios.

No topo da tabela, o campeão deverá encaixar 50 milhões de dólares (43 milhões de euros), o que representa uma subida de cerca de 20% face ao Mundial do Catar 2022.

Prémio sempre a subir

Mesmo sem chegar ao primeiro lugar, o simples percurso na competição assegura verbas relevantes. As estimativas apontam para os seguintes valores por fase:

  • Eliminação na fase de grupos: cerca de oito milhões de euros.
  • Apuramento para os oitavos de final: entre 11 e 13 milhões.
  • Chegada aos quartos de final - patamar atingido por Portugal em 2022: entre 14,5 e 17 milhões de euros.
  • Presença nas meias-finais: 25,7 milhões.
  • Finalista vencido: 34,2 milhões.

No último Campeonato do Mundo, no Catar, Portugal ficou pelos quartos de final e recebeu cerca de 16,4 milhões de euros. Esse valor corresponde ao prémio pago às seleções eliminadas nessa etapa, já incluindo a soma acumulada desde a fase de grupos e os oitavos de final.

Caso repita essa campanha em 2026, a seleção portuguesa poderá arrecadar novamente um montante semelhante, embora ligeiramente acima, estimado entre 16 e 18 milhões de euros. Ainda assim, uma trajetória mais ambiciosa poderá duplicar ou mesmo triplicar essa receita, consoante a progressão na prova.

Valores recorde

A trajetória ascendente dos prémios acompanha a expansão do Mundial. Desde 2006, o total distribuído cresceu de forma expressiva, passando de 205 milhões de euros para 377 milhões em 2022, com nova subida prevista para esta edição.

Apesar disso, o aumento de participantes - de 32 para 48 - implica que o montante global seja repartido por mais seleções, o que reduz o valor médio por país.

Para lá do efeito direto nas federações, marcar presença no Mundial pode ter consequências económicas mais amplas. O rendimento em palco global pode influenciar receitas comerciais, direitos televisivos e a valorização dos jogadores, fortalecendo o posicionamento internacional das seleções.

Em sentido inverso, a ausência prolongada de mercados relevantes pode penalizar o valor total do torneio. Um exemplo apontado é a quebra nos direitos televisivos em países que não se qualificaram, como Itália, onde o preço de aquisição de jogos para aquele país registou uma desvalorização superior a 50%.

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