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Final do 70.º Festival Eurovisão da Canção na Áustria com 26 países

Artista a cantar num palco iluminado, com público a acenar bandeiras da Finlândia e Israel.

Final do 70.º Festival Eurovisão da Canção

A final do 70.º Festival Eurovisão da Canção realiza-se este sábado, na Áustria, com 26 países a disputar a vitória, entre os quais Israel, cuja presença volta a gerar polémica. De acordo com as tendências apontadas por casas de apostas, Finlândia, Austrália e Grécia surgem como os principais candidatos ao primeiro lugar.

Horário e transmissão

O espetáculo arranca às 21:00 na Áustria (20:00 em Lisboa) e é transmitido em direto para todo o mundo. Em Portugal, pode ser visto na RTP 1, RTP Mundo, RTP África e RTP Play.

Países em final e ordem de atuação

Na final, os 26 países sobem ao palco pela seguinte ordem:

  1. Dinamarca
  2. Alemanha
  3. Israel
  4. Bélgica
  5. Albânia
  6. Grécia
  7. Ucrânia
  8. Austrália
  9. Sérvia
  10. Malta
  11. República Checa
  12. Bulgária
  13. Croácia
  14. Reino Unido
  15. França
  16. Moldávia
  17. Finlândia
  18. Polónia
  19. Lituânia
  20. Suécia
  21. Chipre
  22. Itália
  23. Noruega
  24. Roménia
  25. Áustria

Contestação à participação de Israel

Tal como em anos recentes, a participação de Israel é alvo de críticas e de apelos à exclusão. A situação levou cinco países - Espanha (um dos membros do grupo dos "Big5", os que mais contribuem financeiramente para a produção do espetáculo), Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia - a boicotarem o concurso.

Na origem destes boicotes estão os ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, desde outubro de 2023, que provocaram pelo menos 72 mil mortos e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

Na primeira semifinal, na terça-feira, durante a prestação do representante israelita, foi possível ouvir na emissão em direto alguém a gritar repetidamente, a partir da plateia, "Stop the genocide" ("Parem o genocídio", em português).

Na quarta-feira, a emissora austríaca ORF e a União Europeia de Radiodifusão (UER), entidade responsável pela organização, comunicaram que quatro espectadores tinham sido expulsos do recinto.

"Um elemento do público, que estava situado perto de um microfone, expressou ruidosamente a sua opinião no momento em que o artista israelita iniciou a sua atuação, [...] algo que foi ouvido na transmissão em direto", explicaram as duas entidades, num comunicado enviado à Agência France Presse (AFP).

Segundo a mesma nota, essa pessoa "foi depois retirada pelos seguranças, por ter continuado a perturbar o público". Além disso, outras três pessoas foram também "expulsas da sala devido ao seu comportamento desestabilizador".

Apesar do sucedido, os gritos de protesto não se ouvem no vídeo da atuação de Israel, que a UER viria a publicar mais tarde na Internet.

Nas duas edições anteriores, os representantes israelitas foram sistematicamente vaiados durante as atuações.

No ano passado, no dia da final, registaram-se confrontos entre manifestantes pró-Palestina e a polícia em Basileia, na Suíça.

Em 2024, a 68.ª edição do festival, realizada em Malmö, na Suécia, ficou marcada por protestos na arena e por manifestações nas ruas. Nessa ocasião, a participação dos Países Baixos foi cancelada após um "incidente" nos bastidores com a delegação de Israel.

Já esta terça-feira, algumas dezenas de ativistas pró-palestinianos colocaram caixões no centro de Viena, num protesto contra a presença de Israel.

De acordo com a AFP, estão previstas novas manifestações hoje na capital austríaca, tendo sido reforçadas as medidas de segurança na cidade, sobretudo nas imediações do Wiener Stadthalle, que recebe o festival.

Favoritos nas apostas: Finlândia, Austrália e Grécia

Com base na média de várias casas de apostas, calculada pelo eurovisionworld.com, um sítio especializado no concurso, na tarde de sexta-feira os três principais favoritos eram Finlândia, Austrália e Grécia.

A Finlândia apresenta Linda Lampenius x Pete Parkkonen: ela é violinista e ele um cantor de pop que ficou conhecido através do programa televisivo "Ídolos". O país, que só venceu uma vez - em 2006 - concorre com a canção "Liekinheitin".

Pela Austrália participa a cantora Delta Goodrem, que também é compositora e atriz. Enquanto compositora, colaborou com nomes como Celine Dion, Olivia Newton-John, Tony Bennett e Michael Bolton.

A Austrália, que ainda não conquistou a Eurovisão, entra este ano com a canção "Eclipse".

A Grécia é representada por Akylas, músico, compositor e artista autodidata, que ganhou notoriedade com vídeos no TikTok, onde interpretava versões de canções de vários artistas. Com "Ferto", Akylas procura dar ao país a segunda vitória no concurso, depois da primeira em 2005.

O top 5 de favoritos fica fechado com Israel, através de Noam Betten e a canção "Michelle", e com a Roménia, representada por Alexandra Căpitănescu e "Choke Me".

Como se chegou à final

A 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção começou com 35 países a concurso, mas apenas 25 garantiram lugar na final. Dez apuraram-se na primeira semifinal, na terça-feira, e outros dez na segunda, na quinta-feira. Há ainda cinco entradas diretas: quatro do chamado "Big5" (Alemanha, França, Itália e Reino Unido) e o país anfitrião, a Áustria, vencedora no ano passado.

Portugal, que este ano foi representado pelos Bandidos do Cante com "Rosa", ficou pelo caminho na primeira semifinal.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (UER) desde 1956.

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