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Capacidade Operacional Inicial (IOC) do P-8A Poseidon Increment 3 Block 2
A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) comunicou, nos últimos dias de abril, que a modificação Increment 3 Block 2 do P-8A Poseidon atingiu a Capacidade Operacional Inicial (IOC), assinalando mais um passo na evolução das capacidades deste avião de patrulha marítima e guerra antisubmarina. A IOC foi declarada após a fase inicial de ensaios operacionais conduzidos pelo Esquadrão de Teste e Avaliação Aérea 1 (VX-1), com apoio do Programa de Aeronaves de Patrulha e Reconhecimento Marítimo (PMA-290).
Segundo o contra-almirante Michael Wosje, Director de Guerra Aérea (OPNAV N98), “as modificações do P-8A Increment 3 Block 2 melhoram as capacidades de Inteligência, Vigilância, Reconhecimento e Designação de Objectivos Marítimos (ISR&T), que constituem os olhos da frota”. O oficial sublinhou ainda que esta melhoria está alinhada com as directivas do Chefe de Operações Navais (CNO) e com a Iniciativa Golden Fleet, focadas em passar de uma lógica centrada em plataformas para um sistema de combate integrado, acrescentando que “estamos a disponibilizar o P-8A Increment 3 Block 2 como uma plataforma de alto nível, em rede e rapidamente adaptável”.
Melhorias do Increment 3 Block 2: célula, aviônica e suíte de combate
O P-8A Poseidon é a única plataforma de longo alcance do Departamento de Defesa capaz de conduzir missões completas de guerra antisubmarina (ASW), mantendo em simultâneo capacidades relevantes de guerra antissuperfície (ASuW) e de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR). A actualização Increment 3 Block 2 acrescenta melhorias significativas na célula e nos sistemas de aviônica, incluindo novos racks estruturais, radome, antenas, sensores e cablagem. Em paralelo, integra uma nova suíte de sistemas de combate com maior capacidade de processamento, arquitectura de segurança reforçada e comunicações satelitais de banda larga.
Novas capacidades ISR&T e optimização da detecção e designação de alvos
Entre as capacidades introduzidas contam-se sistemas de inteligência de sinais orientados para a guerra antisubmarina, gestão avançada de trajectórias e novos sistemas de comunicações e acústica, concebidos para melhorar a procura, a detecção e a designação de objectivos. Para o contra-almirante Craig Mattingly, comandante do Grupo de Patrulha e Reconhecimento (CPRG), “o recente destacamento do P-8A Increment 3 Block 2 marca a culminação de uma estratégia de desenvolvimento em espiral que entrega capacidades decisivas à frota e garante que o P-8A se mantenha ágil, relevante e letal durante as próximas décadas”.
Aquisição incremental via ECPs e modernização do ecossistema do P-8A
A progressão do programa P-8A tem sido conduzida pela PMA-290 através de uma estratégia de aquisição incremental baseada em Engineering Change Proposals (ECPs). Este percurso iniciou-se com o Increment 1, que permitiu recuperar capacidades do P-3C Orion, e prosseguiu com melhorias adicionais no Increment 2. Ao integrar novas tecnologias de forma gradual, esta abordagem tem facilitado a adaptação da plataforma a cenários operacionais em permanente transformação.
Neste enquadramento, iniciativas anteriores - como o contrato atribuído em 2024 à BAE Systems para a produção de pods de contramedidas electrónicas - reforçam a modernização abrangente do sistema P-8A Poseidon. Estes equipamentos, pensados para proteger a aeronave de ameaças ar-ar e superfície-ar, fazem parte do ecossistema de guerra electrónica que complementa as capacidades ISR&T. A propósito, Don Davidson, Director de Soluções Avançadas de Guerra Electrónica Compacta da empresa, declarou: “Estamos a trabalhar em estreita colaboração com a Marinha dos EUA para disponibilizar soluções inovadoras que protejam esta aeronave crítica e de elevado valor”, realçando a importância de integrar tecnologias capazes de responder a ameaças emergentes.
Imagem de capa obtida junto da Marinha dos EUA.
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