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Pro Chain lança kit de conversão com corrente de distribuição para o 1.2 PureTech da Stellantis

Carro elétrico azul Volkswagen PRO CHAIN com capot aberto exibindo motor em exposição interior moderna.

Quem acompanha o 1.2 PureTech da Stellantis sabe que há um tema que volta sempre à conversa: a correia de distribuição banhada a óleo e os problemas que pode trazer com o passar do tempo. Agora, surge uma alternativa vinda de um fornecedor independente europeu, pensada para contornar precisamente esse ponto fraco.

A Pro Chain desenvolveu um kit de conversão que troca o sistema original por uma corrente metálica. A solução foi desenhada para vários motores usados nos últimos anos em modelos da Peugeot, Citroën, DS, Opel e outras marcas do universo Stellantis.

É um problema já reconhecido pela marca, com um programa de apoio ao cliente definido, mas que poderá ganhar aqui uma via alternativa. As pré-encomendas deste kit já arrancaram, embora ainda não existam preços anunciados.

O problema da correia e do chupador de óleo

O conjunto desenvolvido pela Pro Chain substitui o sistema de origem por uma corrente metálica e, segundo a empresa, deverá aumentar a durabilidade do conjunto ao eliminar o risco de degradação associado à correia.

Com a correia banhada a óleo, o que podia acontecer era que, ao longo do tempo, a correia se degradava, libertava resíduos e acabava por contaminar o circuito de lubrificação. Nos cenários mais graves, esses resíduos podiam entupir o chupador de óleo, diminuir a lubrificação e causar danos sérios no motor.

É precisamente aqui que entra a proposta da Pro Chain. A empresa sugere converter a distribuição por correia para um sistema por corrente metálica, através de um kit completo que inclui corrente, carretos, guias, tensor e linha de alimentação de óleo.

Segundo a Pro Chain, trata-se de uma solução “bolt-on”, isto é, sem necessidade de alterações estruturais no motor. A instalação é apresentada como semelhante a uma substituição convencional da correia e recorre às mesmas ferramentas de sincronização.

Compatibilidade com os motores 1.2 Puretech

A empresa organiza os conjuntos de conversão em função do motor em causa, cruzando a designação técnica do motor, o código que aparece no VIN e o código gravado no bloco.

As pré-encomendas no website deste fornecedor de componentes já estão disponíveis. As primeiras entregas deverão arrancar algures na segunda metade de 2026, mas a empresa ainda não revelou o preço total do kit.

Entretanto, a Stellantis está a acelerar a passagem para outras soluções e tecnologias de motores.

O grupo já lançou versões atualizadas do motor 1.2 turbo com corrente de distribuição de origem, mas a estratégia industrial aponta para uma substituição progressiva da arquitetura francesa por outra, já existente dentro do grupo.

A aposta deverá passar por dar mais protagonismo à família de motores FireFly, desenvolvida pela FIAT (ex-FCA), como base global para muitos dos modelos Stellantis.

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