Nas redes sociais, em blogues de beleza e nas drogarias, reaparece de repente um ritual de cuidado da pele antiquíssimo: banhos e aplicações de vapor com água de rosas e ervas medicinais, como os que já eram apreciados nas cortes reais. O que soa a conto de fadas de outra época revela-se um contraponto surpreendentemente moderno às cremes de alta tecnologia excessivamente carregados - e muitos referem efeitos visíveis logo após algumas utilizações.
Como as rainhas se tratavam: banhos de beleza com água de rosas e ervas medicinais na Idade Média
Quem associa a Idade Média apenas a uma higiene deficiente está a subestimar a arte do cuidado corporal dessa época. Nas cortes da nobreza, os banhos aromáticos de ervas, as águas florais e as decocções de plantas faziam parte de um ritual habitual, sobretudo para a pele do rosto.
Herboristas e os primeiros boticários preparavam, a partir de flores, folhas e raízes, extractos especiais destinados a limpar, acalmar e tornar a pele mais suave. Estas misturas eram vistas como pequenos tesouros, transmitidas em manuscritos e preservadas dentro de poucas famílias ou mosteiros.
Água de rosas como artigo de luxo da elite
A água de rosas desempenhava aqui um papel especial. Chegava à Europa pelas rotas comerciais vindas do Oriente e era tão valiosa que, no início, estava reservada sobretudo à nobreza. Era utilizada como:
- loção facial perfumada antes de festas e recepções
- ingrediente para banhos de ervas e banhos de vapor
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário