Num pequeno crossover elétrico, mais de 280 cv já não é, por si só, motivo de espanto. A diferença aparece quando a isto se juntam travões de alto desempenho e um diferencial autoblocante mecânico - aí, o cenário muda de figura.
É precisamente nesse território que o novo Opel Mokka GSE se coloca. É o modelo mais rápido da marca alemã no arranque dos 0 aos 100 km/h (cumpre em apenas 5,9 segundos), mas aquilo que verdadeiramente o separa de propostas rivais não salta imediatamente à vista.
O que torna o Opel Mokka GSE especial está na forma como entrega a potência ao asfalto e, sobretudo, na maneira como essa energia pode ser aproveitada em condução.
Um Mokka diferente
No topo da gama Opel Mokka, o Mokka GSE marca a estreia da sigla GSE num modelo 100% elétrico: desde 2012 que esta designação estava ligada a versões híbridas de carregamento externo do Astra e do Grandland.
A base é a do Mokka “normal”, mas com alterações mecânicas e estruturais que o afastam claramente das restantes variantes.
Mesmo com vários detalhes visuais exclusivos, mantém o perfil de crossover compacto - só que, por baixo, a abordagem técnica segue outro caminho.
Mecânica distinta
O motor elétrico, instalado no eixo dianteiro, disponibiliza 207 kW (281 cv) e 345 Nm de binário máximo. Com estes números, acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e alcança 200 km/h de velocidade máxima.
A bateria NMC tem 54 kWh de capacidade bruta e anuncia uma autonomia combinada (ciclo WLTP) até 336 quilómetros. No carregamento, a potência em corrente contínua (DC) fica limitada a 100 kW, enquanto em corrente alternada (AC) vai até 11 kW.
Ainda assim, estes dados não contam a história toda. O Mokka GSE traz um elemento raro neste segmento: um diferencial autoblocante Torsen, pensado para tornar a condução mais eficaz e com um lado mais desportivo.
Para sustentar essa ambição, a Opel rebaixou a suspensão e adicionou amortecedores e batentes hidráulicos, recorreu a eixos específicos, ajustou a direção e reforçou a travagem com discos dianteiros de 380 mm e pinças Alcon de quatro pistões.
Mais do que procurar apenas mais potência, a Opel concentrou-se em controlar melhor o comportamento do conjunto.
Imagem específica
À primeira vista, é fácil perceber que não se trata de um Mokka como os outros. Entre os sinais distintivos estão os para-choques dedicados, detalhes em preto brilhante, jantes exclusivas de 20 polegadas e pinças de travão pintadas de amarelo.
No interior, também há mudanças próprias: bancos de inspiração desportiva com apoio de cabeça integrado em Alcantara, novos revestimentos nas portas, pedais em alumínio e páginas específicas no sistema multimédia do ecrã central focadas no desempenho. Veja na galeria abaixo:
Apesar da vocação mais dinâmica, o Mokka GSE mantém os mesmos 310 litros de bagageira das restantes versões elétricas, garantindo a habitual versatilidade. Com os bancos traseiros rebatidos, a capacidade sobe até aos 1060 litros.
Segurança e assistência à condução
O Opel Mokka GSE vem equipado com faróis Intelli-Lux LED Matrix, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmara traseira panorâmica de 180º e sistema de deteção de ângulo morto.
No capítulo das ajudas à condução, inclui ainda monitorização da atenção do condutor, reconhecimento de sinais de trânsito, Cruise Control Adaptativo com função de arranque/paragem e travagem de emergência.
Para quem é o Opel Mokka GSE?
O Mokka GSE ocupa um posicionamento pouco comum. Embora continue a apresentar-se como um crossover elétrico do segmento B, combina atributos dinâmicos e soluções mecânicas que não são habituais neste tipo de proposta.
Para quem privilegia sobretudo autonomia ou eficiência, há opções mais orientadas para esses objetivos dentro da própria gama Opel Mokka.
O verdadeiro trunfo desta versão GSE está no que consegue entregar em estrada: é um elétrico compacto desenhado para convencer quem vai ao volante.
Quanto custa?
O novo Opel Mokka GSE chega ao mercado português com preços a partir de 47 300 euros e inclui, de série, um nível de equipamento bastante completo. O único extra disponível é o capô em preto, por mais 250 euros.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário