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Dan Reed, de “Leaving Neverland”, critica o filme biográfico “Michael” sobre Michael Jackson

Homem sentado a ver vídeo de cantor com chapéu preto e jaqueta brilhante num computador.

Dan Reed critica o filme biográfico “Michael” sobre Michael Jackson

Dan Reed, cineasta responsável pelo documentário “Leaving Neverland”, deixou críticas muito severas ao novo filme biográfico sobre Michael Jackson, intitulado “Michael”.

Em declarações à “Variety”, Reed sustentou que “Michael” “cria uma versão dos acontecimentos ocorridos que mostra aqueles que acusaram Michael Jackson de abusos sexuais como mentirosos, sem explicar porquê”.

Para o realizador, a longa-metragem retrata o “Rei da Pop” como “um boneco de plástico assexual”. “A sua relação com crianças é completamente distorcida pelo facto de ser mostrado como uma criança adulta e excêntrica, algo que sabemos não ser a história toda”.

Reed acrescentou ainda: “Dizem que Michael Jackson gostava de crianças porque é um anjo e queria ser simpático para com elas, não porque queria ter sexo com elas. Porquê andar com ‘rodriguinhos’?”.

E insistiu que “é sabido que Michael Jackson passou muito tempo com rapazinhos, que os levou para a sua cama, à noite, trancando a porta. Mas, no caso dele, nada disso parece importar”.

Antoine Fuqua e as acusações vistas por uma lente racista

Estas observações de Dan Reed chegam poucos dias depois de o realizador de “Michael”, Antoine Fuqua, ter afirmado, numa entrevista à “New Yorker”, que as acusações contra Michael Jackson tinham origem numa postura racista.

“Quando falam de pessoas negras em certas posições, há sempre uma pausa”, disse Fuqua, ao comparar a reacção pública ao caso de Michael Jackson com a forma como foi encarada a situação de Elvis Presley, que se envolveu com Priscilla Presley quando ela tinha apenas 14 anos e o músico 24.

Perante isso, Reed classificou Fuqua como “alguém que ganhou milhões de dólares alimentando uma narrativa falsa em torno de um pedófilo”. E concluiu: “Só as vítimas [de Michael Jackson] nada ganharam”.

Recordes de bilheteira e crítica da BLITZ

Entretanto, “Michael” - que a BLITZ descreveu como “um retrato parcial, glorificado e branqueado” - já quebrou recordes de bilheteira na semana de estreia, ao atingir 185 milhões de dólares em receita, valores nunca antes alcançados por um filme biográfico.

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