Saltar para o conteúdo

No Prémio Nacional de Turismo, Turismo Azul: Herdade da Cortesia vence na 7.ª edição

Mulher sorridente com troféu, em píer junto a lago com casas e pessoa em caiaque ao fundo.

A água passou a ter palco próprio no Prémio Nacional de Turismo (PNT) com a criação da categoria Turismo Azul, estreada na edição do ano passado. Esta distinção nasce para reconhecer projetos turísticos em que rios, mar, albufeiras ou outras massas de água não são apenas cenário: são parte central do modelo de negócio.

Além desse denominador comum, contam também aspetos como a promoção da educação ambiental, o reforço das economias locais e o contributo para a preservação dos recursos a longo prazo.

São igualmente fortes candidatos os projetos que, através de ambientes aquáticos naturais (mar, oceanos, zonas costeiras, rios, lagos e albufeiras), aumentam a atratividade do destino e ajudam a reduzir a sazonalidade, ao mesmo tempo que contribuem para uma gestão mais equilibrada dos fluxos turísticos. Entram ainda nesta lógica iniciativas que, recorrendo a estruturas artificiais com tratamento de água, criam atrações aquáticas sustentáveis. A sustentabilidade é, de resto, uma condição considerada essencial no uso dos recursos hídricos: os projetos devem assegurar que não os comprometem e que preservam os ecossistemas, em particular os marinhos e costeiros.

Na 7.ª edição do PNT, a categoria Turismo Azul reuniu 40 candidaturas e a grande vencedora foi a Herdade da Cortesia, concebida de raiz para receber estágios de remo, canoagem, triatlo e natação em águas abertas, tendo a Barragem do Maranhão como recurso central para desenvolver a sua atividade turística. O projeto reúne todas as condições para acolher atletas de elite, equipas olímpicas, seleções de todo o mundo e visitantes interessados em desporto e bem-estar, que ali também beneficiam de um contacto direto com a natureza.

Pioneira no Alto Alentejo, a Herdade da Cortesia é liderada por Luís Ahrens Teixeira, ex-atleta de alta competição, e tem vindo a apostar na integração de novas valências, como deck de yoga, percursos pedestres, campos de padel, sala de reuniões e aluguer de equipamento desportivo, alargando e diversificando a oferta. O projeto tem um impacto particular na garantia da preservação contínua do plano de água; no combate à poluição e à sazonalidade no turismo de interior; e na criação de oportunidades e investimento na zona, dinamizando o alojamento local, a restauração e o comércio envolvente.

Até quando e onde fazer a candidatura:

As candidaturas à oitava edição do Prémio Nacional de Turismo estão abertas até 31 de maio. A avaliação será feita entre junho e setembro pela Deloitte, e vários comités e um júri irão analisar os finalistas entre outubro e novembro. Os vencedores serão anunciados em dezembro, durante o evento de entrega dos prémios. Toda a informação deve ser consultada em www.premionacionalturismo.pt.

O Prémio Nacional de Turismo - PNT, que conta com o alto patrocínio do Ministério da Economia, o apoio institucional do Turismo de Portugal e o apoio técnico da Deloitte enquanto knowledge partner, tem como objetivo promover, incentivar e distinguir entidades, práticas e projetos que se destacam no setor do turismo, nas categorias de Turismo Autêntico; Turismo Inclusivo; Turismo Gastronómico; Turismo Azul e Turismo Comunitário.

Fique a saber mais sobre as várias categorias do Prémio Nacional de Turismo 2026 nas próximas semanas no Expresso online.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário