Novo Dacia Duster
O calendário da Dacia entre o fim de 2025 e o arranque de 2026 vem cheio de mexidas. Em vez de apostar já em modelos totalmente novos, a marca prefere refrescar a gama: pequenos retoques no Jogger e no Sandero e, no caso do Duster, uma novidade mais “de fundo” com uma nova motorização híbrida.
Enquanto não chegam novas propostas ao alinhamento, a Dacia está a preparar 2026 com atualizações cirúrgicas nos seus modelos mais importantes. O SUV Duster, o compacto Sandero e o familiar Jogger entram todos na equação - e vale a pena perceber, ponto por ponto, o que muda.
O Duster é o único que não recebe alterações estéticas, ao contrário do Sandero e do Jogger, que ganham um ligeiro restyling na frente e melhorias a bordo. Em contrapartida, o Duster estreia um motor que a marca apresenta como único no mundo: um híbrido que combina motor elétrico e motor térmico, com alimentação a gasolina e GPL. Esta mecânica vai também chegar ao Bigster, o “irmão mais velho” do Duster e o primeiro SUV da Dacia a atacar o segmento D.
Este novo conjunto, batizado de “Hybrid-G 150”, traz tração integral (4×4) e bicarburação gasolina-GPL, ajudando a reduzir o custo por km e a aumentar a autonomia. Continua a ser uma solução de hibridização ligeira a 48V, mas associada a uma caixa automática de seis relações, além de uma transmissão de duas relações no motor elétrico, o que permitirá fazer 60% de um percurso urbano em modo 100% elétrico, segundo a Dacia.
Ainda de acordo com o construtor, a diferença de consumos entre gasolina e GPL fica controlada: 6 L/100 km a gasolina e 7,3 L/100 km a GPL. Assim, mantém-se a vantagem económica do GPL, sobretudo por o litro custar menos de 1 euro em França.
Para ter esta nova motorização na gama Duster e Bigster, será preciso apontar às versões Expression, Extreme e Journey. Os preços começam nos 28 800 euros no Duster e nos 31 200 euros no Bigster. A Dacia já abriu as encomendas, mas as entregas só deverão arrancar na primavera de 2026.
Novo Dacia Jogger
O Jogger quer conquistar quem procura “um pouco mais”, e por isso passa a oferecer uma nova versão Journey (o topo de gama da Dacia), até aqui indisponível neste modelo. É uma boa notícia, porque o Jogger não permitia integrar colunas de som de maior qualidade, nem um ecrã de infoentretenimento mais completo (estreado na terceira geração do Duster). A isto juntam-se os bancos dianteiros aquecidos (e também o volante).
De resto, o facelift do Jogger traduz-se numa nova frente e num interior com apresentação mais cuidada. Marca ainda o desaparecimento da versão de entrada (que deverá chegar, mas ainda não foi anunciada) e uma descida dos preços globais face ao Jogger anterior.
E do lado das motorizações, o que muda? No Jogger 2026, os clientes passam a ter uma nova versão Eco-G (gasolina-GPL) de 120, disponível com caixa manual ou automática, consoante a versão escolhida. Até esta nova mecânica chegar (já pode ser encomendada, mas as entregas só estão previstas para o primeiro trimestre de 2026), será possível comprar o novo Jogger com o TCe 110 e com o Híbrido 155.
Novo Dacia Sandero
A Dacia atualiza finalmente o Sandero, que também recebe pequenos ajustes no habitáculo e na frente. A somar, entram duas novas cores: Jaune Ambré e Sandstone. O compacto já está disponível com o TCe 100 e, até ao fim de 2025, a oferta passa a incluir uma versão Eco-G (gasolina-GPL) de 120 cv, com caixa manual ou automática.
Quanto a preços, será preciso escolher o nível Expression para ter o novo motor Eco-G no Sandero. O TCe 100 está disponível em Expression por 16 050 euros, e a versão de entrada, a 13 290 euros, continua a incluir o SCe de 65 cv. No Sandero Stepway, o Eco-G 120 passa a equipar a versão base Essential. Até lá, existe um TCe 110 cv com preço de 17 650 euros.
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