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Página 594 - Últimos artigos

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A primeira vez que vi um bebé num laboratório de edição genética, ela dormia sob uma faixa de luz azul fria, enrolada em fios mais finos do que um cabelo. A mãe estava do outro lado do vidro, com as palmas das mãos coladas, a observar um ecrã onde caíam pontos verdes e vermelhos que, explicou o cientista, eram “alelos corrigidos”. A sala inteira cheirava a desinfectante e a ambição silenciosa.

No café do hospital, lá fora, outro casal embalava um recém-nascido com uma perturbação genética visível. Sem fios, sem ecrãs,...