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Página 20 - Notícias

Notícias

O que fica são os ombros: duros como betão, puxados ligeiramente para a frente, com o pescoço a arder num cansaço surdo. Empurras o rato para o lado, roda-se a cabeça, ouve-se um estalido único - pequeno susto, pequena gargalhada. E depois volta a mesma ideia: “Isto não pode continuar assim todos os dias.” O metro, o supermercado, cozinhar em casa - e, algures pelo meio, a vontade secreta de ter um botão de reiniciar para o corpo. Só um gesto pequeno, capaz de lavar dos ombros todo esse dia. Nada de spa, nada de um massagista caro, apenas algo que seja realmente exequível. Todas as noites. Em dois minutos. Parece bom demais?

Quem se senta ao fim do dia num comboio suburbano vê logo isso: a postura conta a história inteira da...