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Trump diz ao Axios que mantém bloqueio no estreito de Ormuz até acordo com o Irão

Duas pessoas em reunião planeiam estratégia com mapa naval e miniaturas de navios sobre a mesa de madeira.

Declarações de Donald Trump ao “Axios” sobre o estreito de Ormuz

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esta quarta-feira ao site noticioso norte americano “Axios” que pretende manter o estreito de Ormuz sob bloqueio naval até que o regime iraniano aceite um acordo que responda às preocupações dos EUA em torno do seu programa nuclear.

Na entrevista telefónica desta quarta-feira ao “Axios”, com cerca de 15 minutos, Donald Trump não quis, por agora, abordar quaisquer planos militares para o Médio Oriente.

"O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeamentos. Eles estão a sufocar como um porco recheado. E vai ser pior para eles. Eles não podem ter uma arma nuclear", afirmou o chefe de Estado norte-americano. "Eles querem resolver a situação. Eles não querem que eu mantenha o bloqueio. Eu não quero [suspender o bloqueio], porque não quero que eles tenham uma arma nuclear", acrescentou Trump.

Plano do CENTCOM e pressão para retomar negociações

A notícia adianta ainda, citando “três fontes com conhecimento do assunto”, que, em paralelo, “o Comando Central dos EUA (CENTCOM) preparou um plano para uma onda de ataques ‘curta e poderosa’ contra o Irão, na esperança de romper o impasse nas negociações”.

Segundo o “Axios”, “Após os ataques, que provavelmente incluiriam alvos de infraestrutura, os EUA pressionariam o regime a retornar à mesa de negociações e demonstrar maior flexibilidade”, lê-se no mesmo texto.

Entretanto, Donald Trump referiu também que via o bloqueio como “um pouco mais eficaz do que os bombardeamentos”. Além disso, partilhou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece a segurar uma arma, acompanhada de um aviso dirigido ao Irão e da legenda: “CHEGA DE SER BONZINHO.”

Resposta do Irão citada pela PRESS TV

Do lado iraniano, uma fonte de segurança de alto escalão, citada esta quarta-feira pela emissora estatal de língua inglesa PRESS TV, declarou que o bloqueio naval dos EUA "em breve será respondido com ações práticas e sem precedentes".

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