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Health Parliament Portugal (HPP): 60 participantes durante seis meses - regras e etapas

Homem a dar apresentação a grupo de jovens profissionais numa sala com bandeiras de Portugal.

Durante um semestre, 60 participantes - ou “deputados” - vão integrar o Health Parliament Portugal (HPP), uma iniciativa que reúne perfis distintos para desenhar respostas para desafios do sector da saúde. Para entrar nesta terceira edição, é essencial consultar o regulamento, onde constam as condições de participação e o calendário das várias fases. O documento integral pode ser consultado aqui, mas o Expresso reúne os pontos principais.

Quem pode candidatar-se

As candidaturas a deputado decorrem de 1 de maio a 15 de junho e têm de ser apresentadas online, através de formulário próprio, com envio de currículo e carta de motivação. A ausência de documentação implica exclusão.

Podem concorrer pessoas com idades entre os 21 e os 40 anos (inclusive), desde que os 40 anos sejam completados até 31 de dezembro de 2026, portuguesas ou não portuguesas, desde que residam em Portugal continental, e com habilitação mínima de bacharelato. Não é obrigatório ter experiência profissional no sector da saúde. Além disso, quem já tenha participado em edições anteriores não poderá ser selecionado.

De acordo com o regulamento, terão prioridade candidatos com experiência profissional (independentemente da área), que revelem interesse por políticas de saúde; capacidade de análise e de pesquisa de boas práticas e exemplos internacionais; apetência para o confronto de ideias, reflexão e inovação; e experiência em liderança de equipas, atividade mediática, redes sociais ou associativismo.

O processo de recrutamento fica a cargo da Argo Partners e os selecionados serão divulgados publicamente e notificados até ao final de julho.

Comissões, plenários e visitas

Depois de escolhidos, os deputados serão distribuídos por seis comissões temáticas: dados e IA em saúde; acesso e integração de cuidados; inovação e valor em saúde; oncologia; prevenção e diagnóstico; e saúde mental.

Os trabalhos decorrem entre setembro e o início de 2027. Nesse intervalo, estão previstos quatro plenários presenciais, que constituem o principal momento para apresentação e debate dos temas. Estão igualmente previstas visitas de estudo a entidades do sector - facultativas, mas recomendadas -, uma vez que é no terreno que se contacta diretamente com a realidade.

No final do processo, será divulgado um conjunto de recomendações orientadas para a melhoria do sistema nacional de saúde.

Deveres e organização interna

A coordenação global pertence a um comité executivo, formado por representantes dos parceiros, responsável por todas as decisões relativas ao funcionamento do projeto. Cada comissão conta ainda com o acompanhamento de cinco elementos de um conselho consultivo, composto por cerca de 30 personalidades com ligação às áreas em análise, cuja função é apoiar o trabalho desenvolvido.

Entre as obrigações dos deputados do HPP estão a participação nos plenários e nas restantes atividades, o contributo para a elaboração das recomendações e a participação na reflexão pública sobre as temáticas do projeto. O regulamento prevê a exclusão de participantes que não cumpram estes deveres ou que não tenham uma participação ativa. A exclusão implica a perda do direito ao diploma e à assinatura das recomendações finais.

Está igualmente previsto um processo eleitoral para escolher o presidente do HPP, eleito entre os deputados por voto secreto, podendo haver uma ou duas voltas. Caber-lhe-á representar a iniciativa e assegurar a articulação entre as comissões e o comité executivo.

O Health Parliament é um projeto da Johnson & Johnson Innovative Medicine, Universidade NOVA de Lisboa e Microsoft, ao qual o Expresso se associa. Este projeto é apoiado por patrocinadores, sendo todo o conteúdo criado, editado e produzido pelo Expresso (ver Código de Conduta), sem interferência externa.

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