Num ano em que vários equipamentos culturais estiveram total ou parcialmente indisponíveis devido a intervenções financiadas pelo PRR, os museus, monumentos e palácios sob gestão da Museus e Monumentos de Portugal (MMP) registaram, no conjunto, 4,8 milhões de visitantes. Ainda assim, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pela MMP, num comunicado enviado às redações, verificou-se uma descida de 222 mil entradas (4,38%) face a 2024.
A tendência de recuo já se tinha verificado no ano anterior: em 2024, o número de ingressos nos 38 museus, monumentos e palácios nacionais baixou 1,8%, fixando-se em 5 milhões de visitantes, quando comparado com 2023, refere a agência Lusa.
Museus e Monumentos de Portugal (MMP): o impacto das obras do PRR
No total, 17 equipamentos culturais tutelados pela MMP estiveram encerrados - de forma integral, parcial ou com acesso condicionado - por causa de obras no âmbito do PRR.
Em Lisboa, entre os espaços que fecharam incluem-se a Torre de Belém, o Museu Nacional de Arte Antiga, o Picadeiro Real e, desde novembro, o Museu Nacional do Teatro e da Dança e o Museu Nacional do Azulejo. Fora da capital, contam-se também encerramentos temporários como os do Museu de Lamego e do Museu do Abade de Baçal, em Bragança.
Onde se sentiu mais a quebra de visitantes
Em números absolutos, a maior redução de entradas aconteceu na Torre de Belém: encerrada desde maio para obras, contabilizou menos 259,6 mil ingressos do que em 2024.
Entre os museus, monumentos e palácios com quedas mais expressivas no número de visitantes, a MMP destaca ainda a Fortaleza de Sagres, o Palácio Nacional de Mafra (com encerramentos parciais), o Museu Nacional de Conímbriga, o Museu Nacional de Arte Antiga (encerrado desde outubro) e o Museu de Lamego (desde maio).
Bilhetes pagos, gratuitidade e o Acesso 52
A maioria das entradas correspondeu a visitantes com bilhete pago (61% do total), com especial peso dos turistas estrangeiros, que representaram 56% dos visitantes do ano passado (2,7 milhões).
Em sentido oposto, foram emitidos 1,9 milhões de ingressos gratuitos para estes museus e monumentos. Dentro deste universo, a medida Acesso 52 - em vigor desde agosto de 2024, permitindo entrada gratuita a residentes no país - correspondeu a quase uma em cada cinco visitas.
Monumentos e museus mais visitados
Os monumentos continuam a concentrar uma fatia significativa da procura. O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi o equipamento cultural sob alçada da MMP que mais aumentou de 2024 para 2025 (mais 94 mil visitantes) e, em paralelo, liderou as visitas no ano passado, ultrapassando 1 milhão de entradas.
Entre os mais procurados seguem-se o Paço dos Duques, em Guimarães (367,5 mil), o Mosteiro da Batalha (357 mil) e o Convento de Cristo, em Tomar (350,8 mil visitantes). Também se destacaram a Fortaleza de Sagres, com 324,9 mil entradas, e o Castelo de Guimarães, com 320 mil visitantes.
No conjunto dos monumentos classificados como Património Mundial da Humanidade, sobressaem ainda - além dos já referidos - o Mosteiro de Alcobaça (195,6 mil visitas) e o Palácio Nacional de Mafra (151 mil).
No que toca à tipologia dos museus, os três mais visitados foram o Museu Nacional do Azulejo, com 335 mil visitantes, o Museu Nacional dos Coches / Picadeiro Real (193,6 mil entradas) e o Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, com 107,7 mil visitas. Entre os espaços com maior afluência incluem-se igualmente o Panteão Nacional, o Palácio Nacional da Ajuda e a Torre de Belém, em Lisboa.
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